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O Esquadrão de Aço no ato final de um título épico…

Em 19 de fevereiro de 1989 o Bahia segurou o empate sem gols diante do Inter, no RS, e conquistou o título do Campeonato Brasileiro de 1988, o último do futebol nordestino. Em 29 jogos, foram 13 vitórias, 11 empates e apenas 5 derrotas, nenhuma nos três mata-matas. Três décadas depois, o feito segue impressionante.

A seguir, 10 curiosidades listadas pelo blog sobre aquela campanha e suas consequências.

1º) O jogo de ida da final, em 15 de fevereiro de 1989, foi o 10º confronto entre Bahia e Inter, considerando o período a partir de 1971. E o tricolor nunca tinha vencido o colorado. Por sinal, em 35 jogos até 2018 foram apenas 4 vitórias baianas pela Série A. Para a taça, bastou aquele 2 x 1!

2º) A final de 1988 ocorrendo em 1989? Considerando que o calendário brasileiro vai de janeiro a dezembro, é estranho. Entretanto, não foi algo inédito – embora ocorresse por desorganização. Na verdade, foram três anos seguidos daquele jeito, 86 (Guarani x São Paulo), 87 (Sport x Guarani) e 88 (Internacional x Bahia). No período com decisões de campeonato, a edição de 2000 foi a última com a final no ano seguinte – no caso, com Vasco x São Caetano.

3º) A decisão aconteceu tão tarde que a estreia na Libertadores ocorreu dois dias depois. E, acredite, no mesmo local, contra o mesmo adversário – no passado, os grupos reuniam dois países, com dois representantes de cada. E o Bahia seguiu com os festejos, vencendo o Inter por 2 x 1. Na volta pra casa, o maior carnaval que Salvador já viu (puro achismo, mas deve ter sido mesmo).

4º) Com a Fonte Nova liberada em sua capacidade máxima, o Bahia levou multidões durante a campanha do título nacional. Na semifinal contra o Fluminense, o público de 110.438 pagantes foi o maior já registrado por um clube da região – como mandante.

5º) Seguindo nas arquibancadas, o Bahia terminou com média de 35.537 torcedores, a maior daquela competição. Ao longo dos anos, o clube conseguiu o feito em três edições (85, 86 e 88).

6º) Craque do time, o meia Bobô foi premiado com a “Bola de Prata” da revista Placar, sendo apontado para a seleção do campeonato. Logo após festa do título, o jogador foi vendido ao São Paulo por US$ 1 milhão, sendo a maior negociação do Nordeste na época.

7º) Ainda sobre o time, três jogadores foram convocados por Sebastião Lazaroni para amistosos da Seleção Brasileira: o meia-atacante Zé Carlos (3 jogos), o centroavante Charles (9 jogos e 3 gols marcados) e o próprio Bobô. O meia viveu uma situação curiosa, pois foi chamado ainda pelo tricolor baiano, mas quando se apresentou na Granja Comary já estava ligado ao tricolor paulista.

8º) O técnico Evaristo de Macedo dirigiu o Bahia em oito oportunidades entre 1970 e 2003. A passagem em 1988, a mais vitoriosa, foi a terceira. Ele ainda teria outro trabalho de sucesso, com título da Copa do Nordeste em 2001.

9º) No Beira-Rio, o Bahia ganhou dois troféus durante a comemoração: a Taça das Bolinhas, que representava o Campeonato Brasileiro, e a Copa União, que representava o Clube dos 13, do qual foi membro fundador – abaixo, o registro do jornal gaúcho Zero Hora. A curiosidade está relacionada à polêmica edição anterior, na qual o Sport recebeu a Taça das Bolinhas e o Flamengo recebeu a Copa União – que correspondia a uma parte do campeonato. Ou seja, em 1988 houve a “pacificação”. Em 1989, a Copa União foi descontinuada.

10º) Em 22 de dezembro de 2010, após um estudo produzido pelo jornalista Odir Cunha, a CBF oficializou como títulos brasileiros as conquistas da Taça Brasil (1959-1968) e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967-1970), precursores da Série A. Assim, o Bahia, que havia sido consagrado como o “primeiro campeão do Brasil”, em 1959, tornou-se de fato e de direito o “primeiro campeão brasileiro”. E deu ao título de 1988 o status de bicampeonato brasileiro.

Saudações aos tricolores da Boa Terra! BBMP.


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