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O conselho arbitral da Série B de 2019, em 20/02. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O fim da “cláusula para-quedas” na cota de transmissão do Campeonato Brasileiro provocou uma mudança grande na Série B de 2019. Pela primeira vez, na era dos pontos corridos, iniciada no torneio em 2006, não haverá valor diferenciado. Os 20 participantes receberão a mesma cota pelos contratos firmados junto à Rede Globo para as plataformas de tevê aberta, tevê por assinatura (SporTV), pay-per-view (Premiere) e internet.

O contrato, já com as assinaturas, prevê um repasse bruto de R$ 160 milhões, sendo R$ 8 mi por clube. Só que todos os times vão sofrer um “corte” de R$ 2 milhões neste valor para bancar toda a logística da competição. Logo, um valor líquido de R$ 6 milhões.

Entretanto, há um provável bônus para esta edição, com a venda dos direitos internacionais, que se arrasta há um ano. Neste caso, o valor anual para a Série A é US$ 42 milhões, com 10% disso indo para a segunda divisão. A conversão atual sobre os US$ 4,2 mi resulta em R$ 16 milhões, com R$ 800 mil para cada clube. Então, a Série B tende a ter R$ 176 milhões de cota – menos que o Flamengo na Série A. Para cada um, até 8,8 milhões. Tirando os descontos, R$ 6,8 mi – qualquer receita além disso será proveniente da antecipação de cota, que pode ocorrer. No Sport, trata-se da menor cota desde 2011, quando recebeu R$ 6,5 mi. Em 2013, na última vez em que jogou a segundona, o leão recebeu R$ 20,2 mi. Ano passado, na elite, foram R$ 35 mi. Nova e dura realidade.

Com prazo adesão ao contrato até 27/03, conforme informado pelo jornal Correio*, os clubes tiveram que ceder sobre a proposta feita. No caso, Sport, Vitória e Coritiba, que até o ano passado contavam com a segurança financeira em caso de descenso, com a conta integral de Série A no primeiro ano na B – junto a outros 15 clubes tradicionais, apelidados de “cotistas da TV”. O fim desta benesse, valendo pelo novo período contratual, de 2019 a 2024, deixou todos no mesmo bolo. E o valor, claro, é bem menor. Em 2018, no último ano com a cláusula paraquedas, o Coxa recebeu R$ 35 milhões, mais do que todos os outros competidores. O Goiás, o outro “ex-cotista” na ocasião, recebeu R$ 26 milhões porque já estava indo para o segundo ano na B, enquanto os outros 18 times ganharam R$ 6 mi.

Obs. Nesta Série B, Sport, Coritiba e Vitória tiveram a opção entre a cota básica (esta que saiu) ou o cálculo via pay-per-view. Em tese, o Sport poderia ganhar um pouco mais escolhendo o PPV, mas também havia o risco de ser menos. Optou pelo “certo”. Neste formato, clubes com mais assinantes tendem a escolher o PPV – o Fla, que nunca caiu, receberá R$ 122 mi só com este formato em 2019.

As cifras na Série B do Campeonato Brasileiro de 2019, por clube…

Cota de TV (sem o contrato internacional)
R$ 8 milhões, o valor bruto
R$ 2 milhões, o desconto para a logística
R$ 6 milhões, o valor líquido

Cota de TV (com o contrato internacional)
R$ 8,8 milhões, o possível valor bruto
R$ 2 milhões, o desconto para a logística
R$ 6,8 milhões, o possível valor líquido

Os 20 participantes da Série B de 2019
América-MG, Atlético-GO, Botafogo-SP, Bragantino-SP (já com a parceria com a Red Bull), Brasil-RS, Coritiba-PR, CRB-AL, Criciúma-SC, Cuiabá-MT, Figueirense-SC, Guarani-SP, Londrina-PR, Oeste-SP, Operário-PR, Paraná-PR, Ponte Preta-SP, São Bento-SP, Sport-PE, Vila Nova-GO e Vitória-BA

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A tabela básica da Série B de 2019, com Sport, Vitória e CRB pelo Nordeste


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