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Há exatamente 10 anos, em 18 de fevereiro de 2009, Magrão fazia a sua defesa mais espetacular com a camisa do Sport. Foi em Santiago, na estreia da Libertadores da América.

O Colo Colo, o clube mais popular do Chile, havia acabado de balançar as redes, com o leão ainda à frente, 2 x 1. Por volta dos 27 do 2º tempo, na pressão, Carranza recebeu na entrada da área e mandou um chutaço no ângulo esquerdo do goleiro, que se esticou todo para garantir a vitória rubro-negra, a primeira do Brasil no estádio David Arellano, pela Liberta. Ali, o goleiro deu ainda mais lastro à história já consagrada com o título da Copa do Brasil, um ano antes.

Cá estamos, 10 anos depois, com Magrão ainda vestindo a camisa de nº 1 na Ilha do Retiro. Hoje, aos 41 anos, já é considerado o maior jogador da história do clube, em títulos (9), jogos (732) e idolatria (imensurável). Infelizmente, no esporte a idade é um peso natural para os reflexos, elasticidade e confiança. Consequentemente, para a competitividade.

Após uma sequência de falhas no início de 2019, algo incomum em sua carreira, na qual soma 14 anos consecutivos defendendo o Sport, a posição do goleiro no time titular acabou sendo posta em dúvida. Embora ainda seja possível uma recuperação na temporada, algo que Magrão já fez antes, o caminho para a transição também parece evidente.

E o fim da estrada da bola é mesmo inevitável – para todos.

Torcedor rubro-negro, onde você estava há 10 anos? Provavelmente, no futebol, viveu uma de suas noites mais felizes. Com Magrão sendo um personagem gigante. E continuará sendo até o fim de seu contrato, em dezembro de 2019. Não há revisionismo nisso.

Curiosidade: aquela vitória sobre o Colo Colo foi a maior audiência de um clube pernambucano em todos os tempos, para o Recife, com 57 pontos no Ibope durante a transmissão na Globo. Lá, o time teve o apoio de 1.800 torcedores, recorde de torcida estrangeira. Magrão faz parte disso tudo.


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