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Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Na 3ª rodada, a vitória sobre o Paraná foi a primeira do Sport no Brasileirão. Na ocasião, com o time já pressionado e armado numa proposta bem precavida, o leão teve apenas 35% de posse de bola. Passado um turno inteiro, com uma montanha-russa na classificação, o rubro-negro voltou a enfrentar o tricolor de Curitiba – com o técnico Claudinei Oliveira agora do outro lado. A posse de bola ficou na casa de 50%, mas o sufoco foi o mesmo. Ao menos, para os 14 mil torcedores presentes na Ilha do Retiro, o resultado também foi mesmo.

Vitória na marra, 1 x 0. Sem jogar bem, com o último colocado exigindo boas defesas de Magrão, acertando o travessão duas vezes e com dois gols anulados (um deles mal anulado). Quando ao mandante, a mesma dificuldade em contra-atacar, tanto em objetividade e velocidade quanto na questão técnica de fato. Num cenário assim, com uma pressão de onze rodadas sem vitória (2E e 9D), o Sport precisava passar em branco na defesa – conforme dito acima, não foi nada fácil.

A entrada de Durval no lugar de Ronaldo Alves funcionou, com o veterano zagueiro mostrando muita seriedade, sem qualquer pudor em chutar a bola para a lateral. Na cabeça de área, uma atuação aceitável de Fellipe Bastos, que cresceu após a entrada de Neto Moura, enfim acionado por Eduardo Baptista. Embora eu já tenha criticado bastante o desempenho de Neto, ele havia ido bem em sua última participação, contra a Chape, sumindo da escalação. Voltou e mostrou qualidade no passe vertical, uma ausência crônica no restante do time.

Com a vitória, estabelecida numa jogada bem trabalhada e concluída por Gabriel, aos 14/1T, o Sport pode ao menos voltar a olhar a tabela de classificação com algum objetivo prático, o de evitar a queda – pois foram quase três meses como figurante. Que os três pontos não funcionem apenas como injeção de ânimo. É preciso mais futebol também…

Escalação do Sport (melhores: 1 Magrão, 2 Durval, 3 Neto; piores: 1 Nonoca, 2 Andrigo)
Magrão; Winck, Ernando, Durval e Sander; Nonoca (Neto Moura, intervalo), Fellipe Bastos e Gabriel (Ronaldo Alves, 32/2T); Andrigo, Brocador e Rogério (Marlone, 25/2T)

Histórico geral de Sport x Paraná (todos os mandos)
19 jogos
11 vitórias rubro-negras (57,8%)
2 empates (10,5%)
6 vitórias tricolores (31,5%)

Histórico de Sport x Paraná pela Série A (todos os mandos)
11 jogos
5 vitórias rubro-negras (45,4%)
1 empate (9,0%)
5 vitórias tricolores (45,4%)

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli e Fred Figueiroa)

Williams Aguiar/Sport Club do Recife


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