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Evandro (FPF), Nunes (CBF) e Infantino (Fifa), no encontro entre os presidentes. Foto: FPF/divulgação

Um impasse diplomático de puro pastelão foi causado pela CBF durante o 68º congresso executivo da Fifa, desta vez realizado em Moscou, na véspera da abertura da Copa do Mundo de 2018. Entre as várias pautas do encontro internacional, que durou cinco horas, a mais importante era a escolha da sede mundialista de 2026, com duas candidaturas.

A proposta tripla formada por Canadá, México e Estados Unidos venceu a única candidatura concorrente, o Marrocos. O placar foi até folgado, 134 x 65, mas o voto brasileiro mostra que a articulação não estava tão segura assim. Os países da América do Norte haviam conseguido os votos dos dez membros da Conmebol em troca de apoio para a Copa seguinte, em 2030, que já tem uma candidatura oficializada, também tripla – com Uruguai, Argentina e Paraguai, com o objetivo de celebrar o centenário do 1º Mundial, realizado inteiramente em Montevidéu.

Como mostra a reportagem de Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo, o atual presidente da CBF, o desconhecido ‘Coronel Nunes’, votou no país africano. O único a quebrar o acordo sul-americano – para 2014, lembrando, os vizinhos aceitaram o Brasil como candidato único. O dirigente desconversou e alegou que não sabia que o voto era ‘aberto’. Após pressão, até porque a Fifa revelou os votos dos filiados, admitiu. Durante a votação, havia uma pessoa ao lado do mandatário da confederação brasileira: Evandro Carvalho, nomeando pela entidade como delegado oficial no congresso – com direito à voto. Enquanto a CBF silenciou em seu site, a FPF publicou uma notícia sobre a passagem de Evandro na Rússia, expondo os pontos votados pelo mandatário da federação pernambucana. Para não ter risco de sobrar pra ele…

“Coube a mim, inclusive, um voto e o posicionamento do Brasil as questões de alteração do estatuto, movidas pela palestina que naturalmente por mais que a Fifa seja uma entidade não politizada, sem dúvida, questões políticas internacionais também se revestem de muita importância e têm um peso muito grande. O importante é que se conseguiu consolidar com a gestão de Infantino uma profissionalização de administração, isso foi fundamental, dois a três dias de muito trabalho junto as empresas especializadas do mundo de gestão empresarial para se conseguir dar um formato de natureza profissional a Fifa”


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