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A reunião na sede da FPF contou com representantes dos dez clubes. Foto: FPF/divulgação.

Mudanças no mata-mata do Estadual. O sistema eliminatório do Campeonato Pernambucano foi implantado em 2010. Desde então, a competição é definida necessariamente com uma final – na década anterior havia a possibilidade de campeões antecipados com a conquista de todos os turnos. Mesmo assim, ajustes são feitos constantemente. Após dois anos com o mesmo regulamento, teremos uma versão inédita.

De 2010 a 2017 tivemos o “G4”, partindo da semifinal. Em 2018 e 2019 foi a vez do “G8”, com as quartas de final. Agora, em 2020, teremos o “G6”, uma formação híbrida, mas interessante considerando o cenário de uma competição esvaziada nos últimos anos e com o calendário apertadíssimo. Considerando as propostas apresentadas durante o conselho arbitral da 106ª edição do certame local, esta me parece ser a melhor de fato – e foi escolhida de forma unânime, algo raro. Detalho as fases abaixo.

Nº de participantes em 2020: 10 clubes (início em 18/01)
Os oito melhores de 2019 (Sport, Náutico, Afogados, Salgueiro, Santa Cruz, Central, Vitória e Petrolina), além do campeão e do vice da A2 de 2019 (Decisão e Retrô, respectivamente).

1ª fase: turno único
Todos os clubes se enfrentam em jogos de ida, avançando os seis melhores – e os dois primeiros vão direto pra semifinal. Já os quatro últimos vão disputar uma fase contra o rebaixamento. A etapa inicial prevê 45 partidas ao longo de nove rodadas, com cada clube jogando nove vezes. Os cinco melhores colocados de 2019 vão jogar 5x como mandantes e 4x como visitantes, enquanto os três colocados seguintes e os times promovidos vão jogar 4x como mandantes e 5x como visitantes.

Quadrangular da morte
Os quatro últimos do turno (7º, 8º, 9º e 10º) vão disputar um quadrangular apenas com jogos de ida, com dois mandos para o 7º e o 8º. Os dois últimos colocados serão rebaixados.

2ª fase: quartas de final
Pela terceira vez seguida o Estadual terá esta etapa. Só que num formato diferente. Em vez de quatro confrontos, serão apenas dois, com os seguintes chaveamentos: 3º x 6º e 4º x 5º. A definição do classificado ocorre em jogo único. Persistindo o empate, pênaltis.

3ª fase: semifinal
Será a décima edição seguida com a fase semifinal. De 2010 até hoje ocorreram apenas mudanças pontuais no critério de desempate (melhor campanha, saldo, gol qualificado etc). Como em 2019, haverá apenas o jogo de ida, com mando de campo para os dois melhores do turno. Em caso de igualdade, pênaltis. Na tabela, o 1º lugar enfrenta o vencedor da chave entre o 4º e o 5º, enquanto o 2º lugar pega o vencedor do duelo entre o 3º e o 6º. Ah, não há mais disputa pelo 3º lugar!

4ª fase – final
Enfim um mata-mata em ida e volta. No caso, considerando apenas pontuação e saldo de gols na fase para a definição do campeão. Persistindo o empate nos 180 minutos, pênaltis (só ocorreu em 1983, 2006 e 2019). Ao todo, o campeão entrará em campo 12 (largando da semi) ou 13 vezes (jogando as quartas). Lembrando que só o vencedor tem vaga assegurada no Nordestão de 2021. As outras duas vagas locais são designadas aos times mais bem colocados no Ranking da CBF.

7 vagas para competições em 2021
Ao todo, o Estadual irá distribuir sete vagas: 1 no Nordestão (ao campeão), 3 na Copa do Brasil e 3 na Série D. No caso da copa nacional, se classificam o campeão, o vice e o melhor colocado no turno tirando os finalistas. Na Série D valerá a campanha no turno, à parte da posição final.

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