Rodrigo Baltar/Santa Cruz

O Santa vinha de dois empates sem gols pela Série C, num jejum ofensivo que já incomodava o início do trabalho de PC Gusmão. Em Ceará-Mirim, em solo potiguar, o time pernambucano se desdobrou para quebrar a série sem vitórias, numa virada importante.

No 1T, o jogo contra o Globo foi bem parelho, com uma chance para cada lado – no caso coral, uma cobrança de falta por cima. No 2T, o time melhorou, com Carlinhos Paraíba tendo mais liberdade e com Robinho mais arisco – e finalmente ganhando a confiança do técnico. Após uma chance criada (e desperdiçada pelo atacante), Ávila ainda acertou a trave num chute despretensioso, de longe. Ao menos, o time passava mais tempo no campo ofensivo e com mais volume de jogo.

Apesar disso, levou susto grande, com o relógio já marcando 28 minutos. Numa falha de marcação na área, Romarinho, o camisa 11 do vice da Série D, tocou na saída de Machowski. Ali, a situação do Santa (e de PC) complicava bastante. Porém, veio a reação, com a equipe já mexida, com Maicon (Arthur) e Pitbull (Robert). Começou num pênalti infantil do Globo – bem convertido por Robinho, o 11 do visitante. O empate alcançado aos 36 já era um alívio, com a sensação triplicando no minuto seguinte, num chute de fora da área de Charles, no canto esquerdo do goleiro. Santa 2 x 1, com a primeira vitória fora de casa e o salto de três posições na classificação. E um tabu segue favorável, como o único invicto do grupo A (2v, 3E e 0D)

Curiosidade: num confronto inédito, o Globo foi o 419º adversário a enfrentar o Santa desde 1914. 

A análise do Podcast 45 Minutos (Lucas Fitipaldi e Rafael Brasileiro):

Rodrigo Baltar/Santa Cruz

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