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A disputa pela sede da Copa do Mundo de 2026 chegou à reta final com duas candidaturas. De um lado, o Marrocos. Do outro, uma inédita proposta tripla, com Canadá, México e Estados Unidos. Nesta, arenas praticamente prontas e infraestrutura acessível.

Na prática, em termos de logística e investimento, parecia não haver dúvidas quanto à escolha oficial. E deu a lógica na votação durante o 68º congresso da Fifa, em Moscou, com 134 x 65 a favor da candidatura tripla. De certa forma, a votação expõe a política de escolha – dos dez membros da Conmebol, apenas um votou no Marrocos, o Brasil (!). Considerando as sedes, será a maior Copa do Mundo em termos de população (484 milhões) e de área (21,7 milhões de km²). Chega a ser engraçado, para evidenciar os critérios da Fifa, os números da ‘antecessora’, o Catar, com 2 milhões de habitantes e apenas 11,5 mil km². Definido o local da 23ª edição do Mundial de futebol, na América do Norte inteira, vamos aos outros recordes já quebrados pelo torneio.

1º em três países – apenas a edição de 2002 havia sido dividida, mas por 2 países
1º com 48 seleções – recorde de participantes, sendo a 3ª ampliação em 40 anos

De acordo com o jornal Washington Post, o torneio será concentrado nos EUA, que receberá 60 dos 80 jogos programados, ou 75% da tabela, restando 10 em solo mexicano e 10 em solo canadense – que jamais havia recebido uma Copa. Em relação à definição das subsedes, a decisão pode demorar até dois anos, mas espera-se 16 cidades escolhidas, segundo John Kristick, diretor-executivo da candidatura tripla. Seriam 2 no Canadá, 3 no México e 11 nos States (podendo variar, neste caso, para 10). Em termos organizacionais, duas marcas seguem intactas, o de cidades inscritas e o de estádios utilizados. Na Ásia, Japão e Coreia tiveram, cada um, dez estádios em dez subsedes. Num único país, o recorde ainda pertence à Espanha, que bancou 14 cidades e 17 estádios – Madrid, Barcelona e Sevilla tiveram dois palcos.

Outros dados da candidatura de 2026
1.104 jogadores
150 centros de treinamento propostos
US$ 14 bilhões de faturamento
US$ 11 bilhões de lucro
US$ 5 bilhões de impacto na economia
5,8 milhões de ingressos

Entre os dados acima, repare na projeção de ingressos vendidos, segundo o site da federação norte-americana. Dividindo isso pelas 80 partidas, a média seria de 72.500 espectadores. Simplesmente, a maior de todos os tempos, superando, curiosamente, a primeira edição nos Estados Unidos. Não surpreende pelos possíveis estádios presentes, os mesmos utilizados na NFL, a poderosa liga de futebol americano. Descontando as duas edições da Copa nos EUA, o maior índice da história foi o do segundo Mundial no Brasil, com 52 mil. Haja diferença.

As maiores médias de público na Copa do Mundo
1º) 68.991 – Estados Unidos, 1994
2º) 52.592 – Brasil, 2014
3º) 52.491 – Alemanha, 2006
4º) 50.124 – México, 1970
5º) 49.670 – África do Sul, 2010

Descrição oficial da candidatura tripla
“A Copa do Mundo de 2026 será o primeiro torneio com o formato expandido de 48 equipes e exigirá instalações e infraestrutura de nível mundial para garantir um torneio de sucesso. A candidatura unificada de Canadá, México e Estados Unidos é especialmente adequada para acomodar os altos padrões da Fifa para sediar uma Copa do Mundo. Se a candidatura for selecionada pela Fifa como sede da Copa de 2026, até 16 cidades-sede serão selecionadas como locais para os jogos. Canadá, México e Estados Unidos também têm uma história longa e bem-sucedida como anfitriões – 13 Copas do Mundo da Fifa (de diversas categorias) foram realizadas nos três países, cinco das quais estabeleceram recordes de público.”

Abaixo, o balanço de todas as sedes da Copa, com a evolução no número de participantes, partidas, subsedes e estádios utilizados. E também de países selecionados na mesma edição…


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