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José Tramontin/Operário Ferroviário

Durante toda a terça-feira, a cidade de Ponta Grossa, no interior do Paraná, sofreu com a chuva forte. Apesar do trabalho de drenagem, o campo do estádio Germano Kruger acabou bem pesado. Durante a partida entre Sport e Operário, a chuva aumentou e o futebol ficou impraticável, ao menos da forma “tradicional”. Num festival de chutões, erros no domínio da bola, poças e lama pra todo lado, o mandante ainda conseguiu virar o placar, 2 x 1.

O resultado derrubou a invencibilidade do Sport, o último na segunda divisão – agora, 2V, 3E e 1D. De cara, o revés deve custar o lugar no G4. Ao leão, fica a frustração por uma noite na qual esteve perto da vitória, sobretudo pelo domínio no 1T. Após alguns minutos sem “entender” o piso, o Sport passou a conduzir menos, protegendo a bola e arriscando passes altos e lançamentos. Assim, acabou tendo 61% de posse.

Não era apenas questão de prender a bola, pois o time leonino até que atacou bastante – de forma surpreendente. Na primeira metade, o scout de finalizações apontou 10 x 6 para o visitante, que abriu o placar com Sammir aos 19 minutos, num contragolpe me puxado por Guilherme. Dali até o intervalo, o Sport teve boas chances para ampliar, com a zaga paranaense se atrapalhando bastante na frente da área – na maior delas, Guilherme entrou livre e bateu em cima do goleiro. Agora, esqueça essa postura no 2T.

A queda na intensidade leonina nos 20 primeiros minutos não fez sentido sobre o que partia pedia. Não se trata de mudança na postura para a administrar a vantagem, mas de parar de tentar – o que não necessariamente significa atacar, devido ao estado do gramado. A marcação afrouxou. Já o Operário pressionou, sem organização, claro, mas pressionou. E chegou ao empate num pênalti, com falta de Cléberson em Lucas. Foi. Porém, causou espanto o árbitro Rodrigo Nunes (RJ) não ter visto a falta no goleiro Mailson segundos antes. O empate aconteceu aos 14 e a virada aos 22, numa cabeçada de Felipe Augusto escorando escanteio no primeiro pau – falha de posicionamento. No 2T, o mandante finalizou 8 vezes. Buscou.

Escalação do Sport (piores: 1 Cléberson, 2 Ezequiel, 3 Sander)
Mailson; Norberto, Rafael Thyere, Cleberson e Sander; Charles, João Igor (Juninho, 28/2T) e Sammir; Ezequiel, Brocador (Elton, 28/2T) e Guilherme (Hyuri, 39/1T). Técnico: Guto Ferreira

Escalação do Operário (melhores: 1 Felipe, 2 Mailton, 3 Simão)
Simão; Maílton, Lázaro, Juan Sosa e Julinho; Chicão, Índio, Marcelo (Revson, 41/2T) e Rafael Chorão (Lucas Batatinha, 43/1T); Felipe Augusto (Robinho, 29/2T)e Schumacher. Técnico: Gerson Gusmão

Os confrontos até hoje, todos pela Série B (1E e 2V do Fantasma)
04/11/1990 (F) – Sport 1 x 2 Operário (Germano Kruger)
14/11/1990 (C) – Sport 1 x 1 Operário (Ilha do Retiro)
28/05/2019 (F) – Sport 1 x 2 Operário (Germano Kruger)

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Celso Ishigami e Fred Figueiroa):

José Tramontin/Operário Ferroviário


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