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Pedro Martins/MoWA Press

Os dois amistosos disputados pela Seleção Brasileira em solo norte-americano foram bem fraquinhos, tecnicamente falando. No primeiro jogo, os donos da casa jogaram com uma equipe nova, em processo de reformulação. No segundo, El Salvador não ofereceu resistência alguma, servindo para fomentar estatísticas ao time de Tite. Enquanto isso, na Europa, jogos de peso na recém-criada Liga das Nações, funcionando, desde já, como testes para 2022.

Já o time brasileiro segue a cartilha da CBF, quase sempre em prol de amistosos rentáveis. Em Washington, o duelo foi dos mais fáceis, mesmo sem forçar o ritmo. O placar foi aberto logo aos 3, com Neymar chegando a 59 gols com a camisa verde e amarela e ficando a apenas 3 de Ronaldo, o segundo maior goleador. O camisa 10, que marcara da mesma forma na partida anterior, converteu um pênalti sofrido por Richarlison – o dono da noite. Atuando na Premier League, o atacante apareceu novamente aos 15, com um golaço. Da entrada da área, bateu de perna direita e acertou o ângulo. Foi o seu primeiro gol pela Seleção. Antes de completar meia hora, Coutinho ampliou de fora da área, na sua característica (e chegou a 13 pelo Brasil).

Logo no início do 2T, com o time já mexido, Richalison apareceu bem e, desta vez, finalizou de perna esquerda. Marcou mais um e comprovou o cartaz de jogador com bons recursos técnicos. Com o placar dilatado, Tite fez uma mudança tripla logo depois. Ainda faria a sexta (!), mas manteve Neymar, surpreendentemente, até o fim. Se bem que a meta particular do atacante do PSG não é surpresa. Ele não voltou a marcar, mas cobrou o escanteio para o gol de Marquinhos, no finzinho: 5 x 0. Em 2018, o Brasil ainda fará quatro amistosos, dois em outubro e dois em novembro. No próximo mês, jogos contra Arábia Saudita (12) e Argentina (16), ambos no Oriente Médio. Que ao menos o superclássico seja um teste de fato…

Escalação do Brasil, no 4-3-3 (melhores: 1 Richarlison, 2 Arthur, 3 Neymar)
Neto; Éder Militão, Dedé (Felipe, intervalo), Marquinhos e Alex Sandro; Casemiro (Fred, intervalo), Arthur (Andreas Pereira, 24/2T) e Philippe Coutinho (Éverton, 8/2T); Douglas Costa (Willian, 8/2T), Richarlison (Paquetá, 8/2T) e Neymar

Os maiores artilheiros da Seleção Brasileira (jogos oficiais)
1º) Pelé – 77 gols (92 jogos, 0.83)
2º) Ronaldo – 62 gols (99 jogos, 0.62)
3º) Neymar – 59 gols (92 jogos, 0.64)
4º) Romário – 55 gols (70 jogos, 0.78)
5º) Zico – 48 gols (71 jogos, 0.67)

Brasil de Tite, de 09/2016 a 09/2018
28 jogos (21 sem sofrer gols)
22 vitórias
4 empates
2 derrotas
62 GP e 8 GC
83,3% de aproveitamento

Pedro Martins/MoWA Press


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