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FPF/instagram (@fpfpe)

O presidente da FPF, Evandro Carvalho, será reeleito para seguir à frente da entidade de 2019 a 2022. Embora a assembleia eletiva da federação tenha sido marcada para 25/09, o dirigente encabeça a única candidatura inscrita no processo, com o prazo encerrado em 15/09. O favoritismo do atual mandatário era enorme, mas havia a expectativa sobre o surgimento de alguma chapa oposicionista. Porém, aconteceu o óbvio, pois a norma oficial cria uma enorme barreira para as inscrições. Segundo o parágrafo 2º do artigo 22 do regulamento, é preciso contar com o apoio subscrito de pelo menos 10 (!) filiados da FPF no momento da inscrição.

Evandro preside a FPF desde 29 de agosto de 2011, após a morte do então mandatário, Carlos Alberto Oliveira – vítima de um infarto. Na ocasião, como era o vice, assumiu os três anos restantes do mandato. Em 2014, apesar das reclamações dos dirigentes dos grandes clubes (nada muito diferente neste ciclo), acabou eleito por aclamação – somando todos os votos possíveis, entre os filiados das Séries A1 e A2 e das dezenas de ligas municipais, que, na prática, decidem a eleição.

Portanto, a assembleia será apenas protocolar, para a confirmação do presidente e dos três vice-presidentes executivos: 1º Pedro Lacerda, 2º Paulo Wanderley e 3º Murilo Falcão, ex-dirigentes de Sport, Náutico e Santa Cruz, respectivamente. Ainda serão aprovados os membros efetivos e suplentes do conselho fiscal. Há quatro anos, Evandro dizia que aquele seria o último mandato – na época, já vislumbrando a vice-presidência da CBF. Acabou voltando atrás e tornou-se, agora, o terceiro presidente com mais tempo no comando da federação pernambucana, já centenária. Considerando os 31 nomes, Evandro (que chegará a 11 anos) só está atrás de Rubem Moreira e do próprio antecessor, Carlos Alberto.

A entidade da Rua Dom Bosco, lembrando, é a 5ª federação estadual mais rica do país. Em 2017 o seu faturamento foi de R$ 6,3 milhões, só abaixo de paulistas, cariocas, mineiros e gaúchos. Na ocasião, registrou o 5º superávit seguido, com o patrimônio líquido chegando a R$ 15,4 milhões. Já em termos de desempenho nos gramados, o futebol pernambucano terá um cenário ruim em 2019. À parte da indefinição do Sport, entre A ou B, teremos Náutico e Santa na Série C e Salgueiro, América, Central e Vitória na Série D. Em caso de descenso do leão, será a pior representatividade da história local no Campeonato Brasileiro (0A, 1B e 2C).

O que você acha da permanência de Evandro na presidência da FPF?
Qual deve ser a prioridade do dirigente em seu novo mandato?

Os mandatos mais longos na FPF
27 anos – Rubem Moreira (1955-1982)
16 anos – Carlos Alberto Oliveira (1995-2011)
11 anos – Evandro Carvalho (2011-2022)
10 anos – Fred Oliveira (1985-1995)
3 anos – Renato Silveira (1927-1930)
3 anos – Tavares Buril (1938-1941)
3 anos – Dilson Cavalcanti (1982-1985)

Ranking de faturamento em 2017 entre as federações do Brasil
1º) SP – R$ 54.613.000
2º) RJ – R$ 29.360.000
3º) MG – R$ 13.229.490
4º) RS – R$ 12.956.745
5º) PE – R$ 6.313.330
6º) PR – R$ 6.043.603
7º) SC – R$ 5.345.463
8º) BA – R$ 5.174.533
9º) SE – R$ 4.223.283
10º) CE – R$ 3.108.986

Ranking de faturamento em 2017 entre as federações do Nordeste
1º) PE – R$ 6.313.330
2º) BA – R$ 5.174.533
3º) SE – R$ 4.223.283
4º) CE – R$ 3.108.986
5º) RN – R$ 2.806.827
6º) PI – R$ 2.504.041
7º) AL – R$ 2.387.904
8º) MA – R$ 2.341.352
9º) PB – R$ 1.998.990

As competições oficiais organizadas pela FPF
Pernambucano Profissional – Série A1
Pernambucano Profissional – Série A2
Pernambucano Profissional – Série A3 (a partir de 2019)
Pernambucano Sub 20
Pernambucano Sub 17
Pernambucano Sub 15
Pernambucano Feminino
Copa do Interior (seleções municipais)
Pernambucano Amador

Google Maps/reprodução


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