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O gol de Luiz Henrique (o 1º). Foto: Léo Lemos/Náutico

Com o apoio de 11.962 torcedores, o Náutico venceu o Afogados e se classificou à decisão do Campeonato Pernambucano pelo segundo ano seguido, buscando o bicampeonato – conquistado pela última vez em 2002. Nos Aflitos, o timbu foi bem superior à surpresa da competição, mas a partida também ficou marcada pela péssima arbitragem.

O árbitro Gilberto Castro Júnior, que já passou na geladeira no futebol local, acabou confirmando dois erros graves dos auxiliares Ricardo Jorge dos Santos e Bruno Chaves. O primeiro não viu um impedimento de 1 metro de Luiz Henrique, aos 44 do 1T. Foi o primeiro gol alvirrubro na noite, desestabilizando o time sertanejo.

No 2T, logo aos 5, foi a vez do outro bandeirinha enxergar mal, anulando o gol Odilávio, que estava em posição legal – lance também sem dificuldade. Valente, o Afogados ainda tentou chegar na ligação direta, mas acabou perdendo um jogador, com o zagueiro Márcio expulso – neste caso, corretamente. A partir daí, com o time superior tecnicamente, numericamente em vantagem e à frente no placar, o Náutico tomou conta do jogo, ampliando na reta final, com Assis escorando uma cobrança de escanteio, 2 x 0.

Com o resultado, o timbu ampliou a invencibilidade para 17 jogos (11V e 6E), a maior do país no ano. Com o calendário corrido, já volta a campo no sábado, em outro mata-mata. Desta vez como visitante e diante de um adversário bem mais qualificado, Ceará, valendo um lugar na semi do Nordestão. No domingo, aí será a hora de acompanhar na tevê a outra semi estadual, com Sport x Salgueiro. Seja qual for o adversário, será a 37ª decisão do alvirrubro na história do Estadual, sendo a 4ª no formato atual, com semi e final. O objetivo é repetir 2018…

Obs. Se a final for contra o leão, volta na Ilha – não vence o rival na decisão desde 1968. Contra o carcará, volta nos Aflitos – não ganha título em casa desde 1974. Se for campeão, derruba um tabu.

Escalação do Náutico (melhores: 1 Thiago, 2 Odilávio, 3 Luiz Henrique)
Bruno; Hereda, Diego, Camutanga e Assis; Josa, Luiz Henrique e Danilo Pires (Rafael Assis, 33/2T); Thiago, Odilávio (Wallace PE, 22/2T) e Jorge Henrique (Maylson, 42/2T). Técnico: Márcio Goiano

Escalação do Afogados (melhor: 1 Wallef; piores: 1 Márcio, 2 Thalison)
Wallef; Jader, Oséas, Márcio e Thalison; Léo Cotia (Grafite, 10/2T), Gustavo, Douglas Bomba (Madson, intervalo) e Candinho; Diego Ceará e Rodrigo (Willian, 25/2T). Técnico: Pedro Manta

Os 4 confrontos na história (todos pelo Estadual, com 4V do timbu)
1º) 20/02/2018 – Náutico 2 x 1 Afogados (Arena PE)
2º) 18/03/2018 – Náutico 1 x 0 Afogados (Arena PE)
3º) 24/02/2019 – Afogados 1 x 3 Náutico (Vianão)
4º) 03/04/2019 – Náutico 2 x 0 Afogados (Aflitos)

Náutico no Estadual na era do mata-mata
2010 – Final (vice)
2011 – Semifinal (3º lugar)
2012 – Semifinal (4º lugar)
2013 – Semifinal (3º lugar)
2014 – Final (vice)
2015 – Fase principal (6º lugar)
2016 – Semifinal (3º lugar)
2017 – Semifinal (4º lugar)
2018 – Final (campeão)
2019 – Final (a disputar)

Náutico chega a 37 finais no Estadual (1915-2019)
Adversários: Sport 17x, Santa 16x, América 2x, Central 1x, a definir 1x
Campeão (17x) – 1934, 50, 51, 54, 60, 63, 65, 66, 68, 74, 84, 85, 89, 2001, 02, 04 e 18
Vice (19x) – 1944, 46, 55, 59, 61, 70, 75, 76, 77, 81, 83, 88, 91, 92, 93, 94, 95, 2010 e 14
A definir (1x) – 2019

A análise do Podcast 45 Minutos (Clauber Santana, Fred Figueiroa e João de Andrade):

O gol de Assis (o 2º). Foto: Léo Lemos/Náutico


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