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O Campeonato Pernambucano de 2018 teve 64 partidas, com onze clubes envolvidos na disputa. Esses dados alimentaram o ranking histórico de pontos, num levantamento a partir da pesquisa feita por Carlos Celso Cordeiro. O seu legado se mantém, para qualquer viés histórico que se faça sobre o futebol local, e aqui atualizo a tabela geral (íntegra abaixo), com o Sport na liderança absoluta, com 206 pontos a mais que o rival Santa Cruz. Aliás, o Trio de Ferro se mantém bem à frente, todos acima de 64% de aproveitamento ao longo de mais de 100 participações.

Em relação à edição de 2018, o Afogados teve a maior subida, ganhando seis posições O Náutico, o grande campeão, foi também o maior pontuador – curiosamente, desempatou essa disputa com o Central justamente na decisão. Aqui, tomei a liberdade de padronizar a pontuação e estabelecer algumas ressalvas entre os 64 clubes que já disputaram ao menos um certame local – dos seis pioneiros em 1915 ao Afogados, a última novidade, em 2017.

1) Três pontos por vitória. Oficialmente, o critério só foi introduzido no Estadual de 1995. Porém, para um levantamento geral, isso acabava resultando numa distorção (para baixo) nos clubes com triunfos obtidos antes desse período. E vice-versa.

2) Um ponto por empate. O critério pode até parecer lógico – já era assim no torneio de 1915 -, porém, em alguns anos, como 1998, o empate com gols valeu dois pontos e o empate sem gols, um.

3) Clubes que mudaram de nome/escudo/uniforme, mas, oficialmente, mantiveram o registro de fundação, são considerados pela FPF como a mesma agremiação. Idem na lista. No ranking, valeu o último nome utilizado (no gráfico anexo, como curiosidade, as campanhas de cada denominação).

Ferroviário do Recife: Great Western (32-54) e Ferroviário (55-94)
Atlético Caruaru: Esporte Caruaru (77-78) e Atlético Caruaru (79-90)
Manchete: Santo Amaro (66-93), Casa Caiada (94), Recife (96-2004) e Manchete (2005)

4) No caso de clubes de um mesmo município com características bem semelhantes (padrão, nome e/ou escudo), mas que foram inscritos (legalmente) como agremiações distintas, valeram as campanhas separadas. Do Cabo de Santo Agostinho: Destilaria (1992-1995) e Cabense (1996-2011). De Vitória de Santo Antão: Desportiva Pitu (1974), Desportiva Vitória (1991-2006) e Acadêmica Vitória (2009-2017)

5) Em 1915, a Colligação SR jogaria 5 vezes, mas só foi a campo 2, levando o W.O. em três oportunidades. Em ação, perdeu de Santa (1 x 0) e Flamengo do Recife (3 x 0). Por isso, tem menos gols sofridos (4) que derrotas (5)!

6) As fase preliminares e hexagonais da permanência foram contabilizados com o mesmo peso das fases principais.

Sobre o ranking e o histórico de títulos do futebol local, clique aqui.


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