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A apresentação do projeto na Granja Comary, em 24 de julho. Foto de Bruno Pacheco, via CBF.

A CBF promoveu uma reunião entre todos os técnicos das categorias masculinas da Seleção Brasileira. Ao todo, cinco nomes, sendo quatro da base e um do time principal, Tite – cujo contrato vai até 2022. Além deles, observadores e analistas de desempenho contratados pela CBF. O encontro teve um objetivo curioso: propor uma “identidade de jogo” para as categorias inferiores, visando “equipes com o DNA da Seleção Brasileira”.

A ideia partiu do coordenador da base da confederação brasileira, o ex-lateral Branco, campeão mundial em 1994. Na base, além do infantil (Sub 15), juvenil (Sub 17) e júnior (Sub 20), há um time de transição, o Sub 16 – porém, não há torneios internacionais oficiais para esta categoria do futebol, nem na Conmebol nem na Fifa.

Os técnicos da Seleção Brasileira em 2019
Time principal – Tite
Sub 20 – André Jardine
Sub 17 – Guilherme Dalla Déa
Sub 16 – Dudu Patetuci
Sub 15 – Paulo Victor

Os sete pontos para a “identidade de jogo”
1) Ser propositivo
2) Ser agressivo (não deixar o adversário jogar)
3) Ter iniciativa
4) Buscar o ataque
5) Ser consistente
6) Ter equilíbrio
7) Prezar pela excelência

A seguir, alguns pontos sobre o projeto:

1) A identidade de jogo tem como desafio criar uma diretriz sobre a progressão e continuidade (dos jogadores) entre as categorias. A convocação seria baseada na possibilidade de adaptação do atleta ao modelo de jogo, com perfis definidos para as posições do time.

2) A obsessão pelo “caminho do gol” é um ponto fundamental na proposta. Entre os conceitos, o jogo posicionado (ocupação de espaço), a posse de bola (com velocidade e seletividade), o perde e pressiona e o “atacar marcando” (e também o “marcar atacando”, como frisou Tite).

3) A próxima meta deve ser a criação de um “caderno de métodos da base”, unificando esta ideia de jogo, os treinamentos e as soluções para problemas na transição das categorias.

É preciso que os clubes do Nordeste se atentem às mudanças, mantendo o radar ligado – nos últimos anos ocorreram convocações na base de Bahia, Náutico, Sport e Vitória. Considerando a estruturação e a fonte de talentos, há espaço para mais times da região neste processo.

De acordo com a CBF, reuniões do tipo, envolvendo todas as categorias, deverão ocorrer de forma periódica. O que chama a atenção é fato de que já não havia essa ideia de unificação, voltada para o necessário plano tático. Até porque o tal “DNA” já existe há bastante tempo.


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