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FPF/divulgação

Em 14 de maio, a coluna ‘Radar’, da Veja, informou o acerto sobre a venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro para o exterior. A proposta inclui tevê aberta, tevê por assinatura e streaming, além de placas exclusivas nos estádios, totalizando R$ 550 milhões por quatro temporadas, de 2019 a 2022 – ou R$ 137,5 milhões por edição.

A informação deu sequência à desistência da Rede Globo, em 30 de janeiro, sobre a comercialização dos direitos lá fora – isso não tem relação com o canal Globo Internacional, que segue com a Série A. Assim, a CBF tomou a frente do processo, com a anuência dos clubes, segundo o blog de Rodrigo Mattos, do UOL.

Como a própria nota da Veja dizia, o contrato ainda não estava assinado e a negociação continuou… na Rússia. Com a cúpula da confederação brasileira presente no Congresso da Fifa, paralelo à Copa do Mundo. Nomeado pela entidade como delegado no evento, o presidente da FPF, Evandro Carvalho, acabou envolvido. Segundo o dirigente, o Brasileirão passará a ser exibido em toda a Europa, com canais específicos em cada país.

Declaração de Evandro Carvalho ao site oficial da FPF
“Finalizamos aqui na Rússia com o pool de redes de televisão da Europa o inédito contrato de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro para toda a Europa, ao vivo, com o pagamento para os clubes participantes da competição. São valores consideráveis e serão distribuídos igualitariamente entre os 20 clubes”

Nos últimos anos, de forma intermitente, o campeonato nacional foi exibido ao vivo em alguns países europeus. Abaixo, os canais e os respectivos países até 2016:

Canal+ – Espanha
Sport TV – Portugal
BT Sport – Inglaterra
Arena Sport – Croácia, Polônia, Rússia e Sérvia

A falta de estrelas nos gramados, até mesmo porque os destaques são logo vendidos, é um empecilho histórico para o aumento do interesse do público internacional. E ainda há a curiosidade sobre como a Série A é apresentada. Embora aqui as emissoras (ESPN Brasil, SporTV, Fox Sports e Esporte Interativo) utilizem ‘Premier League’ para a liga inglesa, ‘La Liga’ para o campeonato espanhol e ‘Bundesliga’ para o campeonato alemão, o ‘Brasileirão’ acabou trocado na Europa por ‘Brazilian League’, devido à dificuldade da pronúncia no exterior.

Nota do blog: cruzando as informações acima, com o valor bruto e a divisão igualitária, algo bem difícil devido aos demais acordos em vigor, cada clube receberia R$ 6.875.000 por edição, ou R$ 572 mil mensais. Em relação aos nordestinos, um aporte considerável.


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