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Israel Simonton/cearasc.com

O status de “jogo do ano” para o Central foi correspondido, com mobilização em Caruaru, torcida presente e muita entrega da equipe. Em campo, porém, a disputa foi complicada como se esperava, num duelo Série D x Série A. Deu empate, com vantagem ao visitante cearense.

Motivada pelas três vitórias seguidas no Estadual e no embalo do centenário, a patativa chegou a fazer frente durante a partida pela Copa do Brasil. No 1T, porém, o Ceará foi melhor. Mais organizado, mais técnico e enxergando logo a deficiência do mandante, o lado direito da defesa. Com triangulações, foram três passagens seguidas sobre Gago. Na terceira, aos 28, Felipe Jonatan marcou. Embora a torcida não tenha sentido tanto, o time sentiu. Não se encontrou até uma falta no último lance, com a bola levantada na área. Após o desvio, Bruno Oliveira empatou.

O lance no intervalo inflamou o Lacerdão, com o vozão voltando desequilibrado no 2T. E aí o Central viveu o seu melhor momento, com 20 minutos de ótimas oportunidades, incluindo uma bola na trave e um pênalti não marcado – inacreditável. Seria a natural a diminuição do ritmo, mas a expulsão de Gago, coroando a atuação, praticamente sentenciou o destino do Central, que mirava a cota de R$ 625 mil. O time ainda teve duas cabeçadas com perigo, com Richard, o substituto do negociado Éverson, defendendo bem. Mesmo sem viver uma grande noite, o Ceará avançou, algo mais recorrente em seu histórico no torneio (35 classificações em 58 mata-matas), e faturou R$ 990 mil. Pelo Central, os aplausos da torcida, que espera que o ímpeto seja mantido ao longo da temporada, que ainda pode render bons resultados.

Obs. Este foi o 3º mata-mata entre os clubes. Agora, Central 2 x 1 Ceará. A patativa passou na Série B de 1984 (nos pênaltis) e na Copa do Brasil de 2009 (gol fora). Agora, de novo pela copa nacional, o Ceará passa devido à vantagem do empate na 1ª fase. Ao todo, cinco jogos e cinco empates.

Central/twitter (@centraloficial)

Escalação do Central (melhores: 1 Leandro, 2 Giovani; pior: Gago)
Jefferson; Dudu Gago, Xandão, Bruno Oliveira e Daniel Rodrigues; Eduardo Eré (Leanderson), Fernando Pires, Paulinho Mossoró (Marlon) e Murilo Rangel (Genesis); Giovani Rosa e Leandro Costa. Técnico: Estevam Soares

Escalação do Ceará (melhores: 1 Ricardinho, 2 Richard; pior: Bueno)
Richard; Samuel Xavier, Luiz Otávio, Valdo e Felipe Jonatan; Edinho, Juninho, Vitor Feijão (Chico), Ricardinho e Felipe Baxola (Roger); Ricardo Bueno (Fabinho). Técnico: Lisca

Histórico geral de Central x Ceará (todos os mandos)
15 jogos
3 vitórias pernambucanas (20,0%)
7 empates (46,6%)
5 vitórias cearenses (33,3%)

Central na Copa do Brasil (1989-2019)
7 jogos em 3 participações
Desempenho: 1V, 4E e 2D
5 confrontos: 2 classificações e 3 eliminações

Ceará na Copa do Brasil (1989-2019)
108 jogos em 24 participações
Desempenho: 44V, 37E e 27D
58 confrontos: 35 classificações e 23 eliminações

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Celso Ishigami e Fred Figueiroa):

Israel Simonton/cearasc.com


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