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Fotos: Milton Mendes/Arquivo Pessoal e Williams Aguiar/Sport (Nelsinho, Claudinei e Eduardo)

Em sua 9ª participação no Brasileirão na era dos pontos corridos, o Sport acaba de estabelecer um recorde pouco admirável. Com o anúncio de Milton Mendes, no lugar de Eduardo Baptista, o rubro-negro pernambucano chega a quatro técnicos efetivos numa mesma edição. Assim, supera as campanhas de 2009 e 2012, quando teve três treinadores, intercalados por interinos. Respectivamente, Levi e Gustavo Bueno – que, curiosamente, agora era o auxiliar de Eduardo e também foi dispensado. Ah, o Sport foi rebaixado à Série B nos dois anos.

Agora, entre os principais motivos para a nova mudança no comando, a eterna expectativa sobre um “choque” no elenco e decisões administrativas, sobretudo a imposição para a reintegração de Michel Bastos e Fellipe Bastos. Eduardo não aceitou – no lugar dele, acredito que poucos teriam se submetido a isso – e o desejo antigo, de trazer Milton Mendes, acabou escancarado.

O técnico, campeão estadual e nordestino pelo Santa Cruz em 2016, não trabalha há 13 meses. Desde a saída do Vasco, em 21 de agosto. Na ocasião, durante a Série A, comandou a equipe cruz-maltina da 1ª até a 21ª rodada, com 7V, 4E e 10D, com 39,6% de aproveitamento – caso repita isso nos doze jogos restantes do leão, somaria 14 pontos, dado insuficiente. Em São Januário houve um problema corriqueiro na carreira de Milton Mendes, com o ambiente pesado no vestiário – o que parece ser uma contrapartida às soluções rápidas (e eficientes) que também costuma obter. No Rio, afastou Nenê por deficiência técnica – sim, Nenê, hoje o camisa 10 do São Paulo, o atual líder. Hoje, não há um “Nenê” no Sport. Tecnicamente falando, o trabalho é maior.

Obs. Milton Mendes assume o Sport em 19º lugar, com 24 pontos. Ao todo, 6V, 6E e 13D.

Os técnicos do Sport na Série A (pontos corridos)
2007 (2) – Giba (5) e Geninho (32) (*)
2008 (1) – Nelsinho Baptista (38)
2009 (3) – Nelsinho Baptista (3), Emerson Leão (10), Péricles Chamusca  (17) (*)
2012 (3) – Vágner Mancini (15), Waldemar Lemos (10) e Sérgio Guedes (10) (*)
2014 (1) – Eduardo Baptista (38)
2015 (2) – Eduardo Baptista (26) e Falcão (11) (*)
2016 (2) – Oswaldo de Oliveira (30) e Daniel Paulista (8)
2017 (3) – Ney Franco (2), Vanderlei Luxemburgo (27) e Daniel Paulista (9)
2018 (4) – Nelsinho Baptista (2), Claudinei Oliveira (16), Eduardo Baptista (8) e Milton Mendes (12)

(*) + treinadores interinos
2007 (1) – Leivinha (1)
2009 (1) – Levi Gomes (8, em três momentos)
2012 (1) – Gustavo Bueno (3, em dois momentos)
2015 (1) – Daniel Paulista (1)

Abaixo, o desempenho dos três técnicos anteriores do Sport no Brasileirão de 2018

Nelsinho Baptista (até 24/04)
2 jogos na Série A (rodadas: da 1ª a 2ª)
0 vitória (0%)
1 empate (50,0%)
1 derrota (50,0%)

1 gol marcado (média de 0,5)
4 gols sofridos (média de 2,0)

1 ponto entre os 6 disputados
16,6% de aproveitamento

Saiu com um jejum de 2 jogos (em 17º lugar)

Claudinei Oliveira (de 29/04 a 12/08)
16 jogos na Série A (rodadas: da 3ª a 18ª)
5 vitórias (31,2%)
4 empates (25,0%)
7 derrotas (43,7%)

18 gols marcados (média de 1,12)
24 gols sofridos (média de 1,50)

19 pontos entre 48 disputados
39,5% de aproveitamento

Saiu com um jejum de 8 rodadas (em 14º lugar)

Eduardo Baptista (de 15/08 a 24/09)
8 jogos na Série A (da 19ª a 26ª)
1 vitória (12,5%)
1 empate (12,5%)
6 derrotas (75,0%)
2 gols marcados (média de 0,25)
12 gols sofridos (média de 1,50)

4 pontos entre os 24 disputados
16,6% de aproveitamento

Saiu com um jejum de 4 rodadas (em 19º lugar)


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