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O torneio foi reformulado, com um time a mais (de 91 pra 92) e uma fase a menos (de 8 pra 7)

A premiação da Copa do Brasil de 2021 registrou um aumento nominal de R$ 12,415 mi em relação à edição anterior, ou +4,1%, mantendo o padrão no reajuste. Ao todo, os 92 clubes, incluindo 26 do NE, poderão repartir até R$ 316,465 milhões em sete fases – veja abaixo. As cifras já foram repassadas às federações e clubes num documento assinado por dois diretores da CBF, Gilnei Botrel (financeiro) e Manoel Flores (competições), em 03/03, na mesma data de divulgação da tabela.

Desta vez, o campeão poderá receber até R$ 73,65 milhões, caso largue na 1ª fase. Entre os doze clubes que vão estrear apenas na 3ª fase, o total pelo título chegará a R$ 71,15 milhões. O 4º recorde consecutivo na receita total do torneio provém do contrato de transmissão na tevê, firmado com exclusividade com a Rede Globo por cinco edições, de 2018 a 2022.

Sobre a divisão das cotas, existem regras distintas. Nas duas primeiras etapas, os 80 times envolvidos estão subdivididos em três categorias financeiras, mensurando o Ranking Nacional de Clubes à participação na Série A. Ou seja, valores diferenciados nos “64 avos de final” e nos “32 avos de final”, num modelo adotado há alguns anos. E a menor verba desta edição será de R$ 560 mil – quase a cota aos grandes no Campeonato Cearense de 2021, por exemplo.

Em relação ao Nordeste, só o Bahia terá a cota máxima na largada, uma vez que figura em 11º lugar no ranking recém-lançado. No segundo grupo, Sport e Fortaleza, com quase R$ 1 mi já na estreia. Ainda no G7, Santa e Vitória estão no terceiro grupo, enquanto o Ceará está assegurado na 3ª fase devido ao título do Nordestão – e o Náutico está fora desta edição.

Premiação total na Copa do Brasil (receita de TV)
2018 – R$ 278,290 milhões (1º lugar: até R$ 67,3 mi)
2019 – R$ 291,090 milhões (1º lugar: até R$ 70,0 mi)
2020 – R$ 303,620 milhões (1º lugar: até R$ 72,8 mi)
2021 – R$ 316,035 milhões (1º lugar: até R$ 73,6 mi)

Os três subgrupos de cotas nas duas primeiras fases em 2021
Grupo 1 (4 times) – Clubes entre os 15 primeiros colocados no Ranking da CBF (Corinthians 7º, Cruzeiro 10º, Bahia 11º e Botafogo 13º)

Grupo 2 (7 times) – Clubes da Série A abaixo do Top 15 (América-MG 17º, Fortaleza 18º, Atlético-GO 19º, Sport 20º, Bragantino 22º, Juventude 27º e Cuiabá 28º)

Grupo 3 (69 times) – Clubes inscritos na 1ª fase que estão abaixo do Top 15 e fora da elite em 2021

Pré-classificados (12 times) – A benesse de largar só na 3ª fase (16 avos de final) é valida aos oito representantes do país na Taça Libertadores da América (Flamengo, Inter, Atlético-MG, São Paulo, Fluminense, Grêmio, Palmeiras e Santos), ao melhor colocado na Série A fora da Liberta (Athletico-PR) e aos campeões do Nordestão (Ceará), Copa Verde (Brasiliense) e Série B (Chapecoense).

Abaixo, as cotas de 2021, fase a fase e com os subgrupos – entre parênteses, o aumento sobre 2020. Lembrando que o clube recebe pela participação. Na 1ª fase, por exemplo, cada time já começa com o valor certo, “disputando” a cota da etapa seguinte, em caso de avanço.

1ª fase, 64 avos de final
80 clubes (total distribuído: R$ 50,17 mi)
Grupo 1 – R$ 1,15 milhão (+50 mil)
Grupo 2 – R$ 990 mil (+40 mil)
Grupo 3 – 560 mil (+20 mil)

2ª fase, 32 avos de final
40 clubes (total distribuído: R$ 32,465 mi)
Grupo 1 – R$ 1,35 milhão (+50 mil)
Grupo 2 – R$ 1,07 milhão (+40 mil)
Grupo 3 – R$ 675 mil (+25 mil)

3ª fase, 16 avos de final
32 clubes* (total distribuído: R$ 54,4 mi)
Cota única – R$ 1,7 milhão (+200 mil)
* Os 20 classificados da fase anterior e os 12 pré-classificados

4ª fase, oitavas de final
16 clubes (total distribuído: R$ 43,2 mi)
Cota única – R$ 2,7 milhões (+100 mil)

5ª fase, quartas de final
8 clubes (total distribuído: R$ 27,6 mi)
Cota única – R$ 3,45 milhões (+150 mil)

6ª fase, semifinal
4 clubes (total distribuído: R$ 29,2 mi)
Cota única – R$ 7,3 milhões (+300 mil)

7ª fase, final
2 clubes (total distribuído: R$ 79,0 mi)
Campeão – R$ 56,0 milhões (+2 milhões)
Vice – R$ 23,0 milhões (+1 milhão)

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