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Fortaleza/twitter (@fortalezaec)

O Fortaleza confirmou o favoritismo e venceu o Santa Cruz no Castelão, pela semifinal do Nordestão, avançando de forma inédita em sua história à decisão do torneio. A descrição básica acaba aqui, pois o roteiro da partida foi bem mais truncado do que se imaginava.

Num confronto “A” x “C”, com mando de campo e melhor momento na temporada para o time da elite, o favoritismo demorou bastante a acontecer. Apesar do desfalque de sete jogadores (!), o tricolor pernambucano teve uma atuação digna – ainda mais considerando o papelão feito no último domingo, no mesmo Castelão, diante do Ferroviário, pelo Brasileiro.

No 1T, jogou os primeiros 15 minutos no campo ofensivo, tendo, inclusive, duas boas oportunidades. Quanto ao leão cearense, uma posse de bola improdutiva. Mesmo com 63%, não conseguiu finalizar uma vez com perigo na meta de Anderson – e olhe que Rogério Ceni havia escalado quatro atacantes. No 2T, o técnico alencarino fez duas mudanças interessantes, com Marcinho e Romarinho entrando juntos, aos 18 minutos. Enquanto isso, Leston acabou tirando Allan Dias para a entrada do volante Ítalo Henrique, num suposto recuo – demasiadamente cedo.

Com a bola nos pés e ganhando espaço, o Fortaleza foi chegando, chegando e marcou aos 32 minutos, com ação direta dos nomes acionados na etapa complementar, de Marcinho para Romarinho, que limpou e bateu com tranquilidade. A vantagem de 1 x 0 seria definitiva, com o Santa tendo uma chance, através do próprio Romarinho, que quase marcou contra. Durante 2/3 da noite, o Santa mostrou-se capaz. Na reta final, a qualidade técnica fez diferença, com o sonho do bicampeonato nordestino adiado. Já o Fortaleza pode emendar o 3º título oficial num intervalo de sete meses, após a Série B (11/2018) e o Estadual (04/2019). Enfrentará o Botafogo, com a ida no Castelão e a volta no Almeidão, com cara de favorito, de novo…

Obs – O Santa disputou a 3ª semifinal em 4 edições, mostrando lastro na Copa do Nordeste. Esta eliminação, porém, também soa como o limite do time, que chegou com a pior campanha na semi.

Escalação do Fortaleza (melhores: 1 Romarinho, 2 Edinho; pior: Jr. Santos)
Boeck; Tinga, Nathan, Roger Carvalho e Bruno Melo; Paulo Roberto, Edinho e Dodô (Araruna, 28/2T); Osvaldo (Marcinho, 18/2T), Júnior Santos (Romarinho, 18/2T) e Wellington SP. Técnico: Rogério Ceni

Escalação do Santa Cruz (melhor: Anderson; piores: 1 Charles, 2 Cesinha)
Anderson; Cesinha, João Victor, William Alves e Bruno Ré; Charles, Diego Lorenzi e Allan Dias (Ítalo, 23/2T); Guilherme (Warley, 21/2T), Carlos Renato (Jeremias, 36/2T) e Pipico. Técnico: Leston Júnior

Histórico geral de Fortaleza x Santa Cruz (todos os mandos)
49 jogos
15 vitórias pernambucanas (30,6%)
14 empates (28,5%)
20 vitórias cearenses (40,8%)

Campanhas do Santa na volta do Nordestão (entre parênteses, a premiação)
2013 – Quartas de final (R$ 300 mil)
2014 – Semifinal (R$ 850 mil)
2015 – não participou
2016 – Campeão (R$ 2,385 milhões)
2017 – Semifinal (R$ 1,6 milhão)
2018 – Quartas de final (R$ 1,45 milhão)
2019 – Semifinal (R$ 2,89 milhões)
Total de cotas da cobra coral (6 edições): R$ 9,475 milhões

Já o Fortaleza conseguiu R$ 2,71 milhões em 2019, já contabilizando o mínimo na final (R$ 500 mil pelo vice). Portanto, poderá ganhar mais R$ 500 mil em caso de título, totalizando R$ 3,21 mi.

A análise do Podcast 45 Minutos sobre a semifinal em João Pessoa (do minuto 1 ao 51):

Santa Cruz/twitter (@santacruzfc)


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