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Anderson Stevens/Sport Recife

O Sport é o campeão pernambucano de 2019. Num roteiro emocionante, o leão venceu o arquirrival nos pênaltis e ampliou o status de vencedor do estado, agora com 42 títulos.

O rubro-negro entrou em campo numa Ilha do Retiro pulsante. Tinha o empate e a atmosfera a favor. Só que o jogo caminhou de forma bem tortuosa. Com 7 minutos já havia confusão no gramado. Após seis minutos de bate-boca e consulta aos auxiliares, o árbitro mineiro Ricardo Marques expulsou Sueliton (que deu uma cabeçada) e o Brocador (que revidou com um tapa). Decisão acertada, mas o juiz da Fifa erraria em lances capitais – ao menos na minha opinião.

Com espaço no campo e se aproveitando da defesa desmontada do timbu, o leão trocou passes por quase 100 metros, até Guilherme ser derrubado por Bruno. O mesmo Guilherme cobrou o pênalti e ampliou a vantagem. Porém, pouco depois, o meia se machucou. Por sinal, o setor ofensivo, o melhor do Sport, saiu por inteiro. Broca expulso, Guilherme e Ezequiel lesionados e Luan esgotado. Dificilmente o time conseguiria manter o rendimento.

De fato, o leão cairia bastante de produção. Antes disso, ainda no 1T, o Náutico empatou aos 39 minutos, com o zagueiro Diego Silva – vi duas irregularidades no lance, com a falta em Charles, na interceptação da bola, e o desvio do chute no braço de Danilo Pires. Depois, já nos acréscimos, Luan teve um gol anulado por impedimento – bem ajustado, mas achei a posição legal. Somando isso ao gol irregular na ida, fica clara a falta do VAR, num momento em que as principais finais do país utilizaram. Não cabe mais uma final local sem o recurso tecnológico. No 2T, nada de polêmicas. Enfim o jogo correu, com o Náutico melhor. Precisava da vitória e alcançou, já na reta final, numa cabeçada fulminante de Jimenez, 1 x 2. Vitória justa, de quem buscava o jogo naquele momento. Ao Sport, a (última) descarga de adrenalina.

O resultado forçou a 3ª disputa de pênaltis no Estadual em 105 anos! E o leão, que havia sido campeão assim em 2006, diante do tricolor, voltou a festejar, agora diante do timbu. No desempate, 4 x 3, com duas defesas de Mailson, nos chutes de Rafael Oliveira e Diego. No dia em que Magrão completou 14 anos de clube, o jovem goleiro deu sequência à troca de bastão. Garantiu o seu 2º título, o 10º de Magrão e o 42º do Sport. Parabéns aos rubro-negros!

Curiosidade – No histórico do Clássico dos Clássicos, o Sport chegou a 12 x 6 em finais estaduais contra o Náutico. Sendo que este foi o 10º triunfo consecutivo: 1975, 1977, 1981, 1988, 1991, 1992, 1994, 2010, 2014 e 2019. O último revés ocorreu há 51 anos.

Escalação do Sport (melhores: 1 Mailson, 2 Norberto; pior: Brocador)
Mailson; Norberto, Rafael Thyere, Adryelson e Sander; Ronaldo, Charles e Guilherme (Leandrinho, 26/1T); Ezequiel (Juninho, 12/2T), Hernane Brocador e Luan (Elton, 23/2T). Técnico: Guto Ferreira

Escalação do Náutico (melhores: 1 Wallace PE, 2 Hereda; pior: Sueliton)
Bruno; Hereda, Diego, Sueliton e Assis; Josa, Luiz Henrique e Danilo Pires (Jimenez, 22/2T); Thiago (Rafael Oliveira, 31/2T), Wallace Pernambucano e Robinho (Cisneros, 12/2T). Técnico: Márcio Goiano

Histórico geral de Náutico x Sport (todos os mandos)
552 jogos
212 vitórias rubro-negras (38,4%)
157 empates (28,4%)
182 vitórias alvirrubras (32,9%)
1 placar desconhecido (em 1931)

Campanha do Sport
13 jogos, com 10V, 0E e 3D
30 gols marcados e 10 sofridos

Os 42 títulos pernambucanos do Leão
1916-1917 (bi), 1920, 1923-1925 (tri), 1928, 1938, 1941-1943 (tri), 1948-1949 (bi), 1953, 1955-1956 (bi), 1958, 1961-1962 (bi), 1975, 1977, 1980-1982 (tri), 1988, 1991-1992 (bi), 1994, 1996-2000 (penta), 2003, 2006-2010 (penta), 2014, 2017 e 2019

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Celso Ishigami e Fred Figueiroa):

Anderson Stevens/Sport Recife


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