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Rodrigo Baltar/Santa Cruz

Diante de 16 mil torcedores, com o Arruda cantando do início ao fim, o Santa fez a sua melhor partida nesta temporada. Em mais um mata-mata (o 5º em três meses), os corais entraram concentrados, em busca de uma verba redentora para o clube. A disputa pela Copa do Brasil representava “a” chance de capitalização, com R$ 1,9 milhão. Precisando vencer por dois gols de diferença, os corais foram além, aplicando 3 x 0 sobre o ABC.

O placar é absolutamente justo, sobretudo pelo 1T. Com movimentação e precisão de suas peças ofensivas, o Santa envolveu o ABC – e aqui incluo Augusto, que justificou a longa confiança depositada por Leston. Na primeira metade da partida, o scout de finalizações apontou 10 x 4 para o mandante. Havia um domínio, com o goleiro Edson se esforçando para manter a vantagem potiguar. Porém, o time pernambucano marcou duas vezes depois dos 40 minutos – Pipico de cabeça e Charles de falta (golaço). Assim, foi para o intervalo já em vantagem no confronto.

Aquele placar por si só já facilitaria bastante a tarefa tricolor no 2T, mas o zagueiro Henrique cometeu um pênalti logo aos 3 minutos, com Pipico marcando outra vez – chegou a 4 gols na competição. Ali, com a goleada estabelecida, o jogo ficou sob controle. O ABC, valente, seguiu atacando até o fim – criou oportunidades, mas parou em Anderson e na falta de pontaria.

Com a entrada de Lorenzi na vaga de Ítalo, o único nome a destoar na noite, o Santa segurou o resultado e fisgou mais uma cota na competição, chegando a R$ 3,92 milhões, muita acima da meta inicial. Com isso, já garante um orçamento maior para o segundo semestre, onde tem a principal meta em 2019, o acesso à Série B. Festa na copa, consequência no campeonato.

Obs. Classificado à 4ª fase, o Santa Cruz irá conhecer o adversário através de sorteio, com os 10 times num pote único, já com a presença de clubes como Corinthians, Vasco, Fluminense e Bahia.

Escalação do Santa (melhores: 1 Pipico, 2 Augusto, 3 Anderson; pior: Ítalo)
Anderson; Marcos Martins, João Victor, William Alves e Carlos Renato; Charles, Ítalo (Lorenzi, 18/2T) e Allan Dias (Patrick Vieira, 14/2T); Dudu (Bruno Ré, 29/2T), Pipico e Augusto. Técnico: Leston Júnior

Escalação do ABC (melhor: Edson; piores: 1 Henrique, 2 Pedra)
Edson; Ivan, Maurício (Henrique, 45/1T), Adalberto e Evandro; Anderson Pedra (Anderson, intervalo), Guedes e Valdemir; Eder (Wanderson, 24/2T), Rodrigo Rodrigues e Luan. Técnico: Ranielle Ribeiro

Histórico geral de ABC x Santa Cruz (todos os mandos)
57 jogos
29 vitórias tricolores (50,8%)
10 empates (17,5%)
18 vitórias potiguares (31,5%)

Santa Cruz na Copa do Brasil (1989-2019)
90 jogos em 25 participações
Desempenho: 36V, 20E e 34D
49 confrontos: 25 classificações e 24 eliminações

Cotas do Santa na edição de 2019 (R$ 3,92 milhões)
1ª fase – R$ 525 mil (vs Sinop-MT, 2 x 1)
2ª fase – R$ 625 mil (vs Náutico-PE, 1 x 1, com 4 x 2 nos pênaltis)
3ª fase – R$ 870 mil (vs ABC-RN, 0 x 1 e 3 x 0)
4ª fase – R$ 1,9 milhão (rival a definir)
5ª fase – R$ 2,5 milhões?

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Celso Ishigami e João Pereira):

Andrei Torres/ABC FC


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