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Rede Globo/reprodução

A goleada sofrida em Tombos resultou na 4ª eliminação do Sport na primeira fase da Copa do Brasil em 25 participações. O vexame no interior mineiro minou todo o planejamento financeiro do clube em 2019, um ano de orçamento já apertado após o rebaixamento. Com excesso de erros na noite, o revés foi justo. Assim, a lista precoce aumentou: 2000 (América-RN), 2011 (Sampaio Corrêa-MA), 2016 (Aparecidense-GO) e 2018 (Tombense-MG).

Com quatro vitórias seguidas no Estadual, sem empolgar, como o blog frisou algumas vezes, o Sport viajou para Minas Gerais em busca da cota de R$ 625 mil – pela tabela, era possível projetar a premiação seguinte, de R$ 1,45 milhão. Para isso, precisaria exercer o favoritismo diante do Tombense. No 1T, foi até melhor. Chegou a dominar, mas desperdiçou inúmeras oportunidades – sobretudo com o Brocador. Mesmo sem fazer uma grande partida, o time mineiro conseguiu abrir o placar. Vivendo um jejum de vitórias, o mandante começou a quebrar a má sequência num gol do veterano Juan, de 37 anos, pegando um rebote pra frente de Magrão. A partir dali, o ídolo leonino viveria uma péssima noite, falhando nos outros dois gols, no 2T.

Taticamente, o time pernambucano começou com três volantes, com Milton Cruz demorando bastante para (tentar) corrigir – uma vez que a escalação vinha sacrificando Guilherme, com a necessidade de recuar para que alguém armasse algo. Ainda assim, precisando do empate, o Sport pressionou, mas faltou atenção, com um número inacreditável de impedimentos. Pelo scout, 14 x 0! Quanto ao Tombense, que mal chegou, as poucas finalizações foram efetivas. Numa delas, Magrão deu rebote no pé do atacante. Em outra, já nos acréscimos, o goleiro não segurou o chute. Tombense 3 x 0, num golpe duríssimo no Sport, que só tem o modorrento Estadual até a Série B. Ainda estamos em fevereiro, mas o ano já está comprometido…

Obs. Num confronto inédito, o Tombense foi o 400º adversário diferente enfrentado pelo Sport desde 1905, com 5.135 partidas realizadas pelo time principal do rubro-negro.

Escalação do Sport (piores: 1 Magrão, 2 Brocador, 3 Kaio)
Magrão; Norberto (Alisson Farias, 28/2T), Rafael Thyerre, Adryelson e Sander; Ronaldo, Charles e Kaio (Juninho, 15/2T); Ezequiel, Hernane Brocador (Elton, 17/2T) e Guilherme. Técnico: Milton Cruz

Sport na Copa do Brasil (1989-2019)
115 jogos em 25 participações
Desempenho: 54V, 26E e 35D
63 confrontos: 39 classificações e 24 eliminações

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Fred Figueiroa e Lucas Fitipadi):

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