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Escudo do Botafogo

A mudança no distintivo oficial. No novo, a estrela simbolizando as taças do Botafogo. Curtiu?

Há 8 anos longe da 1ª divisão do futebol baiano, o Botafogo já foi um dos principais clubes do estado. Embora não seja campeão estadual desde 1938, se mantém como o 4º maior vencedor da história do Campeonato Baiano, com 7 taças (19, 22, 23, 26, 30, 35 e 38). Por sinal, quando ganhou pela última vez só tinha menos conquistas que o Ypiranga, com 8. Fundado no início daquela década, o Bahia tinha 5, enquanto o Vitória, ainda na era amadora, tinha apenas 2. Além disso, há outro fato histórico sobre o Bota, e de relevância bem além do estado. O “Diabo Rubro” foi o primeiro clube do Nordeste a ceder um jogador para a Seleção Brasileira. Pois é.

Então bicampeão baiano em 1922/1923, o zagueiro Mica também defendia a seleção baiana e foi convocado pelo técnico Chico Netto para o Sul-Americano no Uruguai. Ele chamou a atenção no Rio, durante o campeonato de seleções estaduais – hoje extinto. Ao todo, defendeu o Brasil em sete jogos. Depois disso, a região só voltou a ser lembrada em 1957, quando a seleção baiana representou o país no Chile. E foi a vez de Nelinho representar o Botafogo, com duas partidas pela Canarinha. Até hoje, apenas nove clubes do NE tiveram atletas convocados para a seleção principal. Ceará e Fortaleza, por exemplo, nunca tiveram.

O “fim” do Botafogo Bonfinense

Ou seja, há bastante tradição no Botafogo, que agora voltou a ser apenas “Botafogo Sport Club”, tirando o complemento “Bonfinense”, utilizado nos últimos anos. Sobre a mudança, de acordo com o perfil oficial no Instagram, com 34 mil seguidores, o clube está “buscando uma nova versão. Vai desde o escudo aos detalhes mínimos para melhor incentivar o nosso time”. À parte da explicação, a versão original, restaurada, é mesmo mais bonita.

Mesmo sem o “Bonfinense”, o clube também já informou que seguirá mandando os seus jogos em Senhor do Bonfim. Já centenário, o Botafogo foi fundado em Salvador, mas devido à crise financeira – chegou a desativar o futebol entre 1990 e 2011 – acabou indo para o interior em busca de apoio de prefeituras sem times locais. É semelhante ao que fez o América do Recife, detentor de 6 títulos em PE e que já firmou parcerias em Jaboatão e Paulista, na região metropolitana. Portanto, a identidade visual do alvirrubro não deve atingir a logística atual.

Jogando a quase 400 km de casa

Atualmente, o mando do Botafogo fica a 375 quilômetros da capital, no norte. No município de 79 mil moradores, o clube joga no Estádio Pedro Amorim, com capacidade para 6 mil pessoas. Por lá, já jogaram Ipitanga (2009) e Feirense (2012), também oriundos de outras cidades e mandantes de ocasião pelo mesmo motivo. Hoje, ambos estão licenciados.

Já o Botafogo, o 3º nome a passar por Senhor do Bonfim, segue tentando voltar à primeira divisão do futebol baiano. Chegou a se vice da segundona em 2021, mas apenas o campeão tinha vaga. Na ocasião, subiu o Barcelona de Ilhéus, que perdeu na ida e goleou na volta. A última participação alvirrubra na elite foi em 2014. Na história, disputou 74 das 118 edições, ou 62,7%. De cara nova, mas remetendo ao passado, quer ampliar essa estatística em 2023…

Ranking de títulos baianos de 1905 a 2021 (117 edições; 21 campeões)
1º) 49 vezes – Bahia
2º) 29 vezes – Vitória
3º) 10 vezes – Ypiranga
4º) 7 vezes – Botafogo
5º) 5 vezes – Galícia
6º) 2 vezes – São Salvador, Fluminense de Salvador e Fluminense de Feira
9º) 1 vez – Cricket, Santos Dumont, Sport, Alético de Salvador, Internacional, República, AAB, Bahiano, Guarany, Leônico, Colo Colo, Bahia de Feira e Atlético de Alagoinhas

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