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A consultoria BDO produziu um estudo analisando os balanços financeiros de 22 clubes brasileiros em relação a 2017, o quadro mais recente – após a divulgação dos respectivos relatórios, com prazo encerrado em 30/04. Somando esse clubes, incluindo três nordestinos (Sport, Bahia e Vitória), o montante chegou a R$ 5,11 bilhões, com um aumento de 3% em relação ao 2016, com R$ 4,98 bi. Em uma década, o salto é de 259%, partindo de R$ 1,42 bi.

Nesta questão contábil, a consultoria analisou cada balanço a partir de seu critério, descontando possíveis cifras por não enxergá-las dentro do período ‘2017’. Assim, as receitas atingiram o novo recorde devido ao crescimento na venda de atletas – como principal exemplo, a venda do jovem atacante Vinícius Júnior ao Real Madrid, com o Flamengo recebendo R$ 100 milhões, já descontando impostos e comissões.

No geral, a transferência de atletas apresentou um crescimento de 27% em relação à temporada anterior. Ainda de acordo com a BDO, patrocínios e publicidade também apresentaram forte crescimento, com 23%.

Por outro lado, a verba de tevê caiu bastante. Afinal, 2016 foi o ano da renovação dos contratos, com ‘luvas’ tanto da Rede Globo quanto do Esporte Interativo, com esta receita representando metade, ou R$ 2,55 bilhões – na ocasião, o Sport chegou a R$ 121 milhões de receita total, recorde do clube. Passada a época das ‘assinaturas’, o percentual das transmissões, com cotas regulares, voltou ao patamar de 37%, o mesmo de 2015.

Os gráficos foram apresentados na sede CBF, no módulo de gestão de futebol na ‘CBF Academy’.

A seguir, a evolução da divisão de receita dos 22 clubes de maior faturamento no Brasil, segundo BDO. Em todos os casos o bolo está dividido em cinco vertentes financeiras (transmissão na TV, negociação de jogadores, bilheteria, mensalidade de sócios e patrocínios), com uma sexta englobando fontes menores. Renda de jogo não chega a 10%…


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