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Hélio dos Anjos volta para os Aflitos. O que você achou da contratação? Foto: Spor/divulgação.

Coisas do futebol pernambucano, longe de uma grande fase no presente, mas ainda repleto de notícias fora da curva. Em 18 de agosto, às 12h46, o Náutico comunicou oficialmente a saída do técnico Hélio dos Anjos, após nove meses em Rosa e Silva. Desde então foram 36 dias, com o trabalho fraco de Marcelo Chamusca (1V, 2E e 3D, saindo após revés para o Londrina) e outra corrida por um novo técnico. Ou nem tão novo assim.

Às 19h45 do dia 23 de setembro, o Náutico comunicou oficialmente a volta de Hélio dos Anjos, marcando a sua 4ª passagem nos Aflitos. Por mais pitoresco que tenha sido o desfecho da segunda troca de comando do timbu na Série B de 2021, que também teve nomes como Lisca e Dado Cavalcanti na mesa, talvez tenha sido a melhor escolha possível para a últimas 13 rodadas, com o time fora dos trilhos, vendo com distância o acesso, outrora tão real, e com o rebaixamento num flerte inacreditável.

O retorno do experiente técnico de 63 anos – que quase acertou com o rival Sport no período e acabou tirando um mês de “férias” para curtir o neto – já apazigua algumas situações no Náutico. A primeira é evitar a briga na justiça após uma temporada de tanta sinergia, que seria algo bem frustrante. A renegociação das premiações devidas a Hélio, com parcelamento, com cada lado cedendo um pouco, faz a história avançar para o segundo ponto. Hélio saiu após uma queda enorme de produção, mas com motivos bem específicos. Tanto que não perdeu o grupo, que fez a sua parte para reconduzi-lo ao clube.

Na passagem “anterior” no timbu, ao longo de 47 jogos, ele fez um grande trabalho, evitando o rebaixamento (que parecia certo) em 2020, ganhando o título estadual sobre o leão (quebrando um jejum de 53 anos no clássico) e estabelecendo a maior largada da Série B nas 14 primeiras rodadas. A bronca é que nas cinco seguintes o time desandou.

A saída de peças importantíssimas, como o zagueiro Wagner Leonardo, o ponta Erick e o centroavante Kieza, enfraqueceu demais a equipe e Hélio, que teve todo o mérito no encaixe, não conseguiu encontrar uma solução diante da limitação do elenco – uma escassez comentada tantas vezes, mas observada de forma tardia pela direção. Assim, foram cinco derrotas seguidas, incluindo uma goleada em casa para o Confiança, então lanterna. Da liderança contínua para a 7ª colocação no fim do turno. A direção alvirrubra acabou optando pela mudança, com a contratação de Chamusca, que já havia ido mal no Botafogo nesta mesma Série B – ou seja, vive um 2021 horroroso nos gramados.

O curioso é que Chamusca não abdicou imediatamente do sistema que Hélio adotava, com três atacantes e marcação alta. Porém, ficou mais difícil atacar e ficou mais difícil se defender, tudo a partir do sarrafo técnico reduzido. Os reforços trazidos neste “hiato” de Hélio não parecem suficientes para uma grande mudança, longe disso. Então, neste momento, há mais um reforço psicológico que tático e técnico. Portanto, caso o objetivo, mesmo diluído, siga sendo o acesso, a diretoria alvirrubra precisará correr bastante para possibilitar um trabalho acima da média. Que já ocorreu. Aliás, tanto acima quanto abaixo da média. Hélio já viveu tudo no Náutico…

As sete passagens do técnico Hélio dos Anjos em Pernambuco
1ª) 1993 – Náutico
2ª) 1996/1997 – Sport (campeão PE 96/97)
3ª) 2003/2004 – Sport (campeão PE 03)
4ª) 2006 – Náutico (acesso à Série A)
5ª) 2011 – Sport
6ª) 2020/2021 – Náutico (campeão PE 21)
7ª) 2021 – Náutico

Eis o vídeo com a primeira declaração de Hélio dos Anjos após a volta ao Náutico em 2021.


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