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Os destaques nos Aflitos, no Arruda e na Ilha do Retiro, na visão do blog. Concorda?

Em termos de desempenho coletivo, a temporada dos grandes clubes do Recife em 2020 “acabou” sem objetivos práticos alcançados. Aspas necessárias pois as Séries A (11 rodadas), B (7 rodadas) e C (3 rodadas) foram estendidas para 2021. No entanto, considerando o ano corrente, até 31 de dezembro, vimos um clube do interior conquistando o campeonato estadual pela 1ª vez (o Salgueiro), ninguém da capital chegar sequer à 3ª fase da Copa do Brasil (quem chegou foi o Afogados, também do Sertão) e nem à semifinal do Nordestão. Ainda assim, neste cenário, foi possível enxergar destaques individuais no trio de ferro, completando a lista da década.

Em 2019, na lista do blog, foram três atacantes. Desta vez, em 2020, ninguém da linha de frente. O mais avançado foi Jean Carlos, que para mim também foi o melhor jogador local na temporada. O apoiador foi o principal goleador, com 12 gols, e atuou em 42 dos 52 jogos do Náutico na temporada (80%). Em boa fase, teve teve o contrato renovado até o fim de 2022.

No Santa Cruz, o goleiro Maycon Cleiton era o 3º no elenco, mas o jogador de 22 anos ganhando a oportunidade e agarrou firme, presente em 42 dos 44 jogos do time (95%), sendo 20 sem ser vazado. Mesmo na terceirona, foi eleito a revelação da região no 1º Prêmio Futebol Nordestino, organizado pela Liga do Nordeste. Teve 31% dos votos. No Sport, que viveu o pior ano em termos de resultados (com 15 vitórias e 19 derrotas), poucos destaques. Enxergo o argentino Mugni, peça versátil no meio-campo, como o principal, sobretudo a partir da Série A, onde o leão fez o seu melhor papel, acabando o ano fora do Z4 – e o jogador acabou não renovando, sendo um desfalque considerável para o restante da competição.

No futebol pernambucano ainda não há uma premiação individual por parte dos grandes clubes (como visto na Europa), mas segue a lista feita pelo blog com os melhores jogadores de cada um nesta década. Na região, o Bahia já começou a escolher o seu destaque, o “Barril Dobrado”.

Os destaques anuais do Náutico
2011 – Kieza (atacante); artilheiro da Série B (21 gols), decisivo no acesso à elite
2012 – Kieza (atacante); 13 gols na Série A, levando o timbu à Sul-Americana
2013 – Maikon Leite (atacante); único destaque num ano horrível (8 gols na Série A)
2014 – Vinícius (meia); titular o ano inteiro, destaque no vice do Estadual
2015 – João Ananias (volante); pilar defensivo na boa campanha na Série B (5º lugar)
2016 – Rony (atacante); fez 11 gols atuando como ponta na Série B (de novo, em 5º)
2017 – Erick (atacante); estreando como profissional, fez 9 gols em 39 jogos
2018 – Ortigoza (atacante); 13 gols em 26 jogos no ano. Campeão estadual e craque do PE
2019 – Thiago (atacante); 8 gols em 36 jogos. Fez 5 no título da C e foi a revelação do PE
2020 – Jean Carlos (meia); camisa 10, ele marcou 12 gols em 42 jogos na temporada

2x – Kieza
1x – Maikon Leite, Vinícius, João Ananias, Rony, Erick, Ortigoza, Thiago e Jean Carlos

Os destaques anuais do Santa Cruz
2011 – Tiago Cardoso (goleiro); craque do Estadual e decisivo no acesso à Série C
2012 – Dênis Marques (atacante); artilheiro do Estadual (15 gols) e da Série C (11)
2013 – Tiago Cardoso (goleiro); destaque no tri do Estadual e no acesso à Série B
2014 – Léo Gamalho (atacante); 32 gols marcados durante a temporada
2015 – João Paulo (meia); destaque no título pernambucano e no acesso à Série A
2016 – Keno (atacante); com velocidade, ganhou o Nordestão e fez 10 gols na Série A
2017 – Anderson Salles (zagueiro); artilheiro do time num ano ruim (10 gols)
2018 – Pipico (atacante); 6 gols em 9 jogos na Série C, mesmo chegando só em junho
2019 – Pipico (atacante); 16 gols em 30 jogos. Foi o artilheiro da Copa do Brasil (5)
2020 – Maycon Cleiton (goleiro); vindo da base, atuou 42x e foi a revelação do NE

2x – Tiago Cardoso e Pipico
1x – Dênis Marques, Léo Gamalho, João Paulo, Keno, Anderson Salles e Maycon Cleiton

Os destaques anuais do Sport
2011 – Marcelinho Paraíba (meia); nome da campanha do acesso à elite nacional
2012 – Hugo (meia); apesar do descenso, até recuperou o time (fez 8 gols na Série A)
2013 – Marcos Aurélio (meia); 32 gols no ano e destaque no acesso à Série A
2014 – Neto Baiano (atacante); 18 gols e destaque nos títulos do Nordestão e do Estadual
2015 – Diego Souza (meia); 9 gols e 10 assistências no 6º lugar na Série A
2016 – Diego Souza (meia); 14 gols na Série A, sendo o artilheiro da competição
2017 – André (atacante); 16 gols na Série A, o recorde do clube em uma edição
2018 – Anselmo (volante); fez 7 gols em 21 jogos. Foi vendido por R$ 13 milhões
2019 – Hernane Brocador (centroavante); fez 23 gols em 45 jogos. Artilheiro do PE (9)
2020 – Lucas Mugni (meia); jogou 38 vezes, sendo 23 na A, onde foi o melhor do time

2x – Diego Souza
1x – Marcelinho Paraíba, Hugo, Marcos Aurélio, Neto Baiano, André, Anselmo, Hernane Brocador e Lucas Mugni

O “Player of the Year” num clube de futebol
Em clubes, a ideia do “melhor jogador do ano” começou no Chelsea, em 1967, com os destaques independentemente do desempenho do time. Um prêmio interno, à parte de federações e confederações, que regulam competições mundo afora. Em 2019/2020, o vencedor foi o volante Mateo Kovacic – o croata disputou 47 jogos no ano e foi escolhido pela 1ª vez. Manchester United e Liverpool adotam a ideia desde 1998 e 2002, respectivamente. Nesses casos, as escolhas costumam ser feitas com o engajamento da torcida, baseadas na opinião de sócios e da comissão técnica. As festas para os anúncios, com transmissões exclusivas, contam com outros prêmios, como a revelação, o gol mais bonito e os novos integrantes para o “hall da fama” particular.

Fotos: Caio Falcão (Náutico), Rafael Melo (Santa Cruz) e Anderson Stevens (Sport).


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