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Eduardo Baptista comandando o leão em 2015. Foto: Sport/facebook (@sportclubdorecife)

O Sport confirmou a volta de Eduardo Baptista, quase três anos após a conturbada saída do treinador. Em 17 de setembro de 2015, a direção rubro-negra foi surpreendida com o anúncio da contratação do técnico por parte do Fluminense. Era a véspera do jogo contra o Vasco, no Rio, quando Eduardo deixou a concentração para acertar com o tricolor carioca.

Após um início excelente naquela Série A, o Sport viveu um longo jejum de vitórias, com o time se acertando somente após a chegada de Falcão – no fim, o leão acabaria em 6º lugar. Entre 2015 e 2018, Eduardo, que teve a primeira experiência como técnico justamente naquela passagem, rodou por Flu, Ponte (2x), Palmeiras, Atlético-PR e Coritiba. Somando todos os seus trabalhos, foram 278 partidas profissionais, incluindo Estaduais, com um aproveitamento abaixo de 50% e dois títulos.

Costuradas as arestas entre Eduardo e o presidente Arnaldo Barros, que era o vice na época, o seu nome acabou voltando com força à Ilha do Retiro. Chega para ser o terceiro comandante da cambaleante equipe ainda no 1º turno do Brasileirão 2018. Curiosamente, o primeiro foi o seu pai, Nelsinho, cuja saída foi marcada por uma dura coletiva contra a mesma direção…

Histórico do técnico Eduardo Baptista*
278 jogos
111 vitórias (39,9%)
75 empates (26,9%)
92 derrotas (33,0%)
48,9% de aproveitamento dos pontos
* Período de 02/02/2014 a 10/08/2018

Nota do blog
O atual elenco do Sport, limitado tecnicamente e enxuto, precisa de forma urgente ser reorganizado defensivamente. Após a saída de Claudinei Oliveira, Eduardo tem esse perfil e pode deixar a equipe minimamente competitiva. Num primeiro momento, as tais ‘linhas compactadas’ do treinador, serão essenciais. Caso consiga dar este passo, que tenha evoluído em relação às variações necessárias durante os jogos. Começa na 19ª rodada, com o time em 14º lugar e a 2 pontos do Z4.

Torcedor rubro-negro, o que você achou desta volta do treinador à Ilha do Retiro?

Abaixo, um resumo sobre os sete trabalhos de Eduardo Baptista…

Sport (2014/2015 – 1 ano e 7 meses)
127 jogos
55 vitorias (43,3%)
35 empates (27,5%)
37 derrotas (29,1%)
52,4% de aproveitamento dos pontos

Era preparador físico da equipe quando assumiu o comando técnico do leão após a queda de Geninho. O time estava virtualmente eliminado no Nordestão e Eduardo seria apenas um interino. Porém, com os resultados imediatos, ficou e conquistou o Nordestão e o Pernambucano em 2014. No Brasileiro, já com a chegada de Diego Souza, fez uma campanha segura, sem entrar uma vez sequer no Z4. Em 2015, o time foi qualificado (André e Marlone) e ensaiou uma grande campanha, mas um longo jejum pressionou o trabalho. A demissão parecia próxima, mas acabou saindo antes.

Fluminense (2015/2016 – 5 meses)
26 jogos
8 vitórias (30,7%)
5 empates (19,2%)
13 derrotas (50,0%)
37,1% de aproveitamento dos pontos

O Fluminense foi o primeiro grande clube do eixo Rio-SP a dar uma oportunidade ao treinador. Entretanto, o trabalho foi bem curto. Ainda em 2015, o tricolor carioca terminou o Brasileirão em 13º, mas a “arrumação da casa” visava 2016. Só que as derrotas seguidas nos clássicos pelo campeonato carioca, Flamengo 2 x 1 e Botafogo 2 x 0, acabaram deixando a situação insustentável.

Ponte Preta (2016 – 8 meses)
43 jogos
17 vitórias (39,5%)
11 empates (25,5%)
15 derrotas (34,8%)
48,0% de aproveitamento dos pontos

Foi o seu melhor momento após o Sport em termos de desempenho. Na ocasião, comandou a macaca em sua melhor campanha na Série A na era dos pontos corridos. Ficou em 8º, levando o clube à Sula. Com isso, recebeu o convite para assumir no ano seguinte o Palmeiras, campeão brasileiro – por isso, pediu o desligamento do clube de Campinas antes da última rodada.

Palmeiras (2017 – 5 meses)
23 jogos
14 vitórias (60,8%)
4 empates (17,3%)
5 derrotas (21,7%)
66,6% de aproveitamento dos pontos

A surpreendente saída de Cuca após o título brasileiro de 2016 deixou aberta a vaga mais cobiçada entre os treinadores naquele momento: elenco qualificado, muito dinheiro para investir e participação na fase de grupos da Libertadores. E Eduardo Baptista foi uma escolha ainda mais surpreendente – em sua maior oportunidade na carreira até aqui. Acabou demitido após a 1ª derrota na Libertadas, um 3 x 2 para o Jorge Wilstermann, na Bolívia – com isso, o clube paulista chegou à última rodada precisando vencer para avançar. Em casa, no geral, não perdeu (8V e 2E).

Atlético-PR (2017 – 2 meses)
13 jogos
5 vitórias (38,4%)
3 empates (23,0%)
5 derrotas (38,4%)
46,1% de aproveitamento dos pontos

Eduardo foi demitido do Palmeiras em 04/05 e contratado pelo Furacão em 23/05. A rápida negociação o recolocou também de volta à Libertadores. E, mais uma vez, um revés na principal copa sul-americana foi decisivo, agora num trabalho relâmpago. Após a goleada de 4 x 0 para o Grêmio pelas quartas da Copa do Brasil, em Porto Alegre, e a derrota por 3 x 2 para o Santos nas oitavas da Libertadores, em Curitiba, acabou demitido. Em ambos os casos, jogos de ida.

Ponte Preta (2017/2018 – 6 meses)
28 jogos
6 vitórias (21,4%)
9 empates (32,1%)
13 derrotas (46,4%)
32,1% de aproveitamento dos pontos 

Após dois meses parado, o técnico voltou à Ponte, o terceiro clube de Série A num mesmo ano. Assumiu o time na 25ª rodada. Na ocasião, a Ponte ainda estava acima do Z4 (15º), mas acabaria rebaixada em penúltimo. No Brasileiro, teve 3V, 2E e 9D (aproveitamento de 26,1%). Ainda ficaria para a virada do ano, mas a direção mudou o comando após a má campanha no Paulista.

Coritiba (2018 – 4 meses)
18 jogos
6 vitórias (33,3%)
8 empates (44,4%)
4 derrotas (22,2%)
48,1% de aproveitamento dos pontos

De volta ao Paraná, desta vez para o Coxa, Eduardo trabalhou apenas em uma competição, a Série B. Assumiu na 3ª rodada, com o time em 8º lugar, e saiu na 20ª, com o alviverde em 10º. Durante a segundona, na qual o Coritiba é o clube de maior orçamento, a campanha foi pontuada pelo excesso de empates, com o último, um 0 x 0 com o Sampaio, em casa, culminando na demissão.


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