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Há mais de um ano segue uma dúvida sobre a última sede da Copa América de 2019, programada para o Brasil. O impasse está diretamente relacionado a duas metrópoles nordestinas, Recife e Fortaleza. Sobre isso, primeiramente, é preciso um resgate histórico.

Em 1989, na última vez em que o país recebeu o torneio, foram quatro sedes, incluindo o Arruda, incorporado de última hora, devido aos protestos da torcida baiana na Fonte Nova. Três décadas depois, uma cena assim dificilmente se repetiria, uma vez que a organização passou a ser maior – inclusive nas exigências técnicas. Portanto, para 2019, a competição mais antiga entre seleções deverá ter seis sedes, com ‘lóbi’ prévio.

Embora nenhuma cidade tenha sido confirmada oficialmente, Rio de Janeiro (Maracanã), Belo Horizonte (Mineirão) e Salvador (Fonte Nova) já estão certos. Porto Alegre também, mas com o impasse sobre o estádio, Beira-Rio (Inter) ou Arena (Grêmio). Já em São Paulo a indefinição é sobre a quantidade de estádios, pois, como informa o jornalista Rodrigo Mattos, o Allianz Parque, do Palmeiras, e a Arena Corinthians estavam no projeto inicial, com 16 seleções. Com a redução para 12 participantes, pode cair a necessidade de dois palcos numa mesma cidade. Além disso, ainda há a possibilidade de uma sexta cidade. Ou a certeza, na visão de Evandro Carvalho, o presidente da FPF. Ao blog, o dirigente pernambucano contou sobre a articulação feita na CBF com Mauro Carmélio, o mandatário da federação cearense de futebol, para a inclusão de mais uma sede no Nordeste.

Presidente, qual é a chance de a Arena Pernambuco receber algum jogo da Copa América?
“Estamos em uma disputa com o Ceará, que tem o Castelão. No começo, a gente (Evandro e Carmélio) trabalhou junto para ampliar a participação do Nordeste. Foi uma briga grande para conseguir isso. E conseguimos um estádio. Agora, então, cada um está cuidando do seu território”

Qual é o papel do governo do estado nesse lóbi para virar subsede?
“O trabalho é todo da FPF. Nem a administração da arena nem o governo estão neste processo, que é político, com argumentos sobre a importância de cada cidade para o evento. Inclusive, já fui uma vez à sede da Conmebol (no Paraguai) para mostrar o relatório do Recife, que sempre recebeu a Seleção com sucesso”

Na sua visão, qual é o diferencial da Arena PE em relação ao Castelão?
“Nós temos uma dificuldade, que é a capacidade de público (45.500 x 63.903), refletindo na questão comercial, como preço de ingressos. Porém, já conseguimos nos adaptar a isso uma vez, com um jogo da Seleção na Arena, pelas Eliminatórias (Brasil 2 x 2 Uruguai, em 2016, com a maior bilheteria local: R$ 4.961.890)”

Quando deve sair a decisão sobre a sede? Complementando: quem tomará esta decisão?
“Acredito que a resposta saia até outubro, no congresso da Conmebol. Apesar do comitê organizador (brasileiro), é uma decisão da Conmebol. Até porque uma decisão da CBF acabaria gerando uma indisposição com o lado preterido”

Qual é o seu grau de confiança neste pleito?
“Eu acho que trago, sim. Está mais para mim…” (risos)

Sobre a Copa América 2019:
Participantes: Argentina, Bolívia, Brasil, Catar, Chile, Colômbia, Equador, Japão, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. 

Período de disputa: 14/06 a 07/07

Curiosidade: o Brasil recebeu a Copa América em 1919, 1922, 1949 e 1989. Venceu todas


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