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Em 2018, o Campeonato Pernambucano foi aberto com o jogo entre Flamengo e Sport, em Arcoverde. Na ocasião, a folha do rubro-negro da capital era 41x maior. Em 2019, o confronto voltou a ser programado na primeira rodada, desta vez na Ilha do Retiro. E o hiato entre as despesas com o futebol foi reduzido, com o leão tendo uma folha 16x maior, sendo esta a maior disparidade conhecida entre os dez participantes da competição, num indicativo de “equilíbrio financeiro” nesta temporada – provocado pelo rebaixamento leonino.

O dado fica ainda mais curioso ao constatar que o Fla também reduziu a sua folha de pagamento com o futebol, em 10 mil reais – de 60 para 50. No entanto, o Sport vem fazendo um corte drástico devido ao novo patamar nacional, pois não conta com a cota de tevê da elite – como vinha recebendo há duas décadas, mesmo quando esteve na B. Na verdade, essa crise começou há um ano, quando baixou de 3,4 milhões, que era a previsão inicial do Estadual, para 2,5 mi – após saídas importantes, como a do atacante André, vendido ao Grêmio. Agora, o gasto foi estimado em R$ 800 mil, com previsão de aumento para R$ 1,2 milhão só no Brasileiro, em maio.

Enquanto isso, alvirrubros e tricolores apontam um aumento em 2019. Ambos terminaram com os salários em dia, o que não ocorria há tempos – num reflexo da austeridade vista no ano passado, com elencos mais baratos. Juntas, as duas folhas mensais passaram de 450 mil para 620 mil. Em ambos os casos, um novo aumento está condicionado ao avanço na Copa do Brasil, com a obtenção de cotas. Entre os números apurados, o presidente do Salgueiro, José Guilherme, preferiu não indicar uma cifra, limitando-se a dizer que o gasto será inferior ao do ano passado, de R$ 150 mil – compreensível, pois o carcará acabou rebaixado para a quarta divisão. Já o Vitória não respondeu – caso responda, o quadro será atualizado. Porém, o clube das tabocas vinha gastando 100/120 mil. O que ratifica a folha do Fla como a menor.

As folhas de pagamento no Pernambucano 2019
1º) R$ 800.000 – Sport (Série B)
2º) R$ 330.000 – Santa Cruz (C)
3º) R$ 290.000 – Náutico (C)
4º) R$ 150.000 – Central (D)
5º) R$ 100.000 – Petrolina (sem divisão)
6º) R$ 90.000 – América (D)
7º) R$ 70.000 – Afogados (sem divisão)
8º) R$ 50.000 – Flamengo (sem divisão)
Não divulgado – Salgueiro (D) e Vitória (D)
Diferença entre a maior e a menor: R$ 750 mil (16x mais)

Diferença entre as folhas de 2019 e 2018
+90 mil (+45%), Náutico
+80 mil (+32%), Santa Cruz
+50 mil (+50), Central
Mesmo valor – Afogados
-10 mil (-10%), América
-10 mil (-16%), Flamengo
-1,7 milhão (-68%), Sport
Não divulgado – Salgueiro e Vitória

As folhas de pagamento no Pernambucano 2018
1º) R$ 2.500.000 – Sport (A)
2º) R$ 250.000 – Santa Cruz (C)
3º) R$ 200.000 – Náutico (C)
4º) R$ 150.000 – Salgueiro (C)
5º) R$ 120.000 – Vitória (sem divisão)
6º) R$ 100.000 – América (sem divisão)
6º) R$ 100.000 – Central (D)
8º) R$ 70.000 – Afogados (sem divisão)
9º) R$ 60.000 – Belo Jardim (D)
9º) R$ 60.000 – Flamengo (D)
11º) R$ 56.000 – Pesqueira (sem divisão)
Diferença entre a maior e a menor: R$ 2,444 milhões (44x mais)

Obs. No primeiro Estadual da década, em 2011, o Sport teve o mesmo valor nominal, R$ 800 mil – e também estava na segundona. Na prática, hoje é “menor”, devido à correção monetária. Já o Náutico, que estava na B, tinha um gasto de 450 mil (queda nominal de 35%), enquanto o Santa, que estava na D, foi o único a evoluir neste contexto, com 130 mil a mais – de 200 para 330 (+65%).


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