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A disputa nordestina desta temporada foi arrastada, realizada nas brechas dos campeonatos estaduais e ‘concorrendo’ com o Campeonato Brasileiro e a Copa do Mundo, mas enfim chegou à decisão. O título da 15ª edição da Copa do Nordeste está entre Bahia e Sampaio Corrêa, num confronto tricolor separado por 1.324 km. A distância entre as cidades de Salvador e São Luís, com leituras diferentes sobre a ‘orelhuda dourada’ de 2018.

No caso baiano, o tricolor de aço, que decidirá em casa, tenta repetir o feito de 2001/2002, quando ganhou o Nordestão em anos consecutivos. Se conseguir a dobradinha em 2017/2018, chegará a quatro taças, igualando a marca do rival Vitória, ainda o maior vencedor do torneio, instituída oficialmente em 1994.

O curioso é que o Bahia chega sob desconfiança da torcida, que vaiou o time tanto na classificação contra o Botafogo, nas quartas, quanto contra o Ceará, na semi. Em ambos os casos, os soteropolitanos venceram fora e empataram em 0 x 0 na volta, como mandante – nesta última, já com o técnico Enderson Moreira, cuja missão é tirar o time do Z4 na volta do Brasileirão, após a Copa. De toda forma, como ocorreu nas fases anteriores, o Bahia chega com o melhor time, com nomes como Zé Rafael, Régis, Mena, Allione etc.

Quanto ao Sampaio, que buscou duas classificações fora de casa, contra Vitória e ABC, a final é histórica. Afinal, é a primeira de um clube maranhense. Lembrando que os estados do Maranhão e do Piauí só passaram a fazer parte da Copa do Nordeste em 2015, após a mudança do ‘mapa’ da CBF, que integrava as duas unidades da federação à região norte, em termos de futebol. Não por acaso, o Sampaio Corrêa já tem um título regional, a Copa do Norte de 1998 – promovida pela confederação brasileira entre 1997 e 2002. Agora, a inédita conquista nordestina pode alavancar a Bolívia Querida no Brasileiro, onde o time comandado por Roberto Fonseca ainda patina na classificação, lutando contra o descenso. A bronca é que, ao contrário do adversário, a disputa pela Série B corre paralela à Lampions.

Em relação à premiação oficial do torneio, o Bahia já arrecadou R$ 2 milhões em cotas, enquanto o Sampaio ganhou R$ 1,85 mi. Na decisão, o campeão leva mais R$ 1,5 milhão e a vaga nas oitavas da Copa do Brasil de 2019, com o vice se contentando com R$ 600 mil.

Campanhas gerais
20 pontos – Bahia (6V, 2E e 2D; com 14 GP e 6 GC)
17 pontos – Sampaio Corrêa (4V, 5E e 1D; com 12 GP e 4 GC)

As datas reservadas para a final
04/07, 21h45 – Castelão (ida)
07/07, 17h30 – Fonte Nova (volta)

Sobre o mando de campo
Segundo o artigo 15 do regulamento da Copa do Nordeste, os mandos das duas últimas fases (semi e final) são definidos de acordo com a melhor campanha geral, somando todas as fases, independentemente das colocações nos grupos.

Comparativo no borderô
Semifinal em 2018 (4 jogos)
Público total: 36.683 (média de 9.170), com queda 65,6%
Renda: R$ 453.098 (média de R$ 113.274), com queda 77,0%

Semifinal em 2017 (4 jogos)
Público total: 106.741 (média de 26.685)
Renda: R$ 1.977.440 (média de R$ 494.360)


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