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Bélgica 2 x 1 Brasil. Foto: Fifa/Getty Images

Embora entre sempre como favorito, o Brasil não disputa o título mundial, efetivamente, desde 2002, quando fez 2 x 0 na Alemanha em Yokohama. De lá pra cá, alcançou no máximo a semifinal, uma vez – num resultado que não precisa ser lembrado. Nas outras participações no período, eliminações ainda nas quartas de final. Todas com um placar apertado, com lamentações para um ciclo inteiro. Neste caso, até o Catar. Até lá será difícil esquecer as três oportunidades nos minutos finais em Kazan, com Renato Augusto, Coutinho e Neymar.

Àquela altura já estava 2 x 1 a favor dos belgas, com o time brasileiro pressionando bastante, como fez na maior parte do jogo, de forma organizada ou não. O scout de finalizações apontou 26 x 8 para o Brasil. Considerando só as certas, um dado também dilatado, 9 x 3, expondo a boa atuação de Courtois, ao contrário de Alisson, que sai da Copa sem uma grande defesa.

Para ser justo, esse levantamento deve ser considerado a partir da boa vantagem construída pela Bélgica ainda no 1T, com um gol contra de Fernandinho aos 13 – o volante chegou nem perto de substituir o suspenso Casemiro – e outro de De Bruyne aos 31, num contragolpe após um escanteio brasileiro. Lembrou do gol tomado pelo Japão nos descontos? Pois é. Sequer houve a tentativa de falta. Assim, a ‘Geração Belga’ confirmou o seu caráter objetivo, tendo ainda outras peças importantes jogando bem, Lukaku e Hazard – 5 vitórias em 5 jogos na Copa. Quanto ao Brasil, os pendurados Neymar e Coutinho não repetiram atuações vistas neste Mundial, com excesso de individualismo no 2T, já como consequência do desespero pelo buraco enorme no placar.

E Gabriel Jesus? O camisa 9 deixa a Rússia sem marcar um gol, num dos piores desempenhos de um centroavante brasileiro numa Copa. É novo e é bom jogador. Portanto, poderá ter uma nova oportunidade. Em 2022, quando a Seleção chegará com 20 anos de lembranças desde a conquista do pentacampeonato… Não por acaso, quatro títulos europeus desde então.

Escalação do Brasil (melhores: 1 D. Costa, 2 Renato; piores: 1 Fernandinho, 2 Jesus, 3 Paulinho)
Alisson; Fágner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Renato Augusto, 28/2T) e Philippe Coutinho; Neymar, Gabriel Jesus (Douglas Costa, 13/2T)e Willian (Firmino, intervalo)

Neymar na Copa do Mundo (2014-2018)
10 jogos
6 gols
3 assistências

Brasil após o pentacampeonato mundial
2006 – Quartas de final, 0 x 1 França
2010 – Quartas de final, 1 x 2 Holanda
2014 – Semifinal, 1 x 7 Alemanha
2018 – Quartas de final, 1 x 2 Bélgica

Bélgica na semifinal da Copa
1986 – Eliminada, 0 x 2 Argentina
2018 – A conferir, vs França

A análise do Podcast 45 Minutos:

Bélgica 2 x 1 Brasil. Foto: Fifa/Getty Images


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