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Em Porto Alegre, Grêmio e Internacional estampam há alguns anos a marca do Banrisul, num acordo de R$ 12,9 milhões para cada um por temporada. Esse tipo de ação entre rivais é um tanto raro e por isso chama a atenção o anúncio (duplo) de Ceará e Fortaleza.

Os grandes clubes do CE firmaram com a Alubar, uma fabricante de cabeamento elétrico de alumínio. Em vez do “master”, caso dos gaúchos, a barra traseira. O valor é de R$ 600 mil para cada, valendo até o fim de 2019, segundo Fernando Graziani, no blog do jornal O Povo.

Coincidência ou não, o contrato foi assinado num período de incerteza quanto à continuidade da Caixa Econômica Federal, que vem sinalizando a saída – com ambos os clubes na Série A, a negociação foi facilitada. Por sinal, o vozão já começou o ano com a campanha de sócios “Sou mais Ceará” no lugar da Caixa, enquanto o leão do pici ainda estampou a marca na estreia da Copa do Nordeste. Já o Bahia, para seguir a análise na região, terá um patrocinador específico por dois meses, até março – data para a decisão final do banco sobre a manutenção dos patrocínios no futebol. E existem outros quatros nordestinos neste impasse: CSA (A), Sport (B), Vitória (B) e CRB (B).

Na Caixa, os valores dos nordestinos vão de R$ 1,5 mi a R$ 2,4 mi na Série B e de R$ 4,0 mi a R$ 6,0 mi na Série A. Não será tão simples firmar com outras empresas com esses valores. Por isso, o trabalho em conjunto pode ser, sim, uma saída interessante. No Recife, o patrocínio simultâneo de Náutico, Santa Cruz e Sport é algo raro. A seguir, os últimos acertos triplos.

O último patrocínio triplo no Recife, sem ser o principal, foi em 2008, com a Minasgás…

O último patrocínio-master em conjunto no Recife foi em 1999, com a Excelsior Seguros…

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