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Fernando Sobral marcou o 1º gol alvinegro e foi eleito o craque do jogo. Foto: Felipe Santos/Ceará.

O Ceará conquistou um grande resultado no primeiro jogo da final da Copa do Nordeste. De virada, o vozão fez 3 x 1 no Bahia e deu um passo enorme para conquistar o bicampeonato regional, que seria novamente em cima do tricolor de Salvador. Ainda invicto no torneio, o alvinegro agora soma 6 vitórias e 5 empates. Detalhe: o time venceu os últimos seis jogos. Ou seja, o time de Guto Ferreira vem ganhando casca na Lampions. As últimas três partidas, contra Vitória, Fortaleza e Bahia, deixam isso claro, com a estratégia de jogo funcionando bastante.

No clássico na semi, o time não deixou o Fortaleza jogar e foi eficiente. Neste, apesar do susto inicial, com Fernandão abrindo o placar após um erro na saída de bola, o time manteve o seu perfil, compactado na defesa (mesmo sem Tiago, fora porque foi emprestado pelo Bahia), buscando o passe em profundidade e as jogadas aéreas. E os gols saíram assim. Ainda no 1T, com 52% de posse, empatou imediatamente com Fernando Sobral após uma lambança da defesa do Bahia. No 2T, o equilíbrio deu lugar a um time realmente melhor em campo.

A virada veio aos 11, com Cléber enfim definindo de cabeça. Na semi, cabeceou três vezes com perigo. Desta vez, fez. Apesar da jogada esperada, a defesa baiana deu espaço demais. Aos 28, o gol de Mateus Gonçalves, só comemorado aos 32. Isso porque o “árbitro de vídeo” foi utilizado, efetivamente, pela 1ª vez na história do Nordestão. No caso, confirmou a posição legal do ponta após um longo lançamento. O lance abateu o Bahia, que, sem ideias, passou a jogar afobado diante de um adversário bem postado. Na noite da próxima terça, novamente em Pituaçu, o Bahia terá que obter o seu maior triunfo no ano para chegar ao tetra.

Do outro lado, o tricolor irá encarar um time cada vez mais cascudo. De fato, o Ceará demorou a engrenar, tanto que já está no terceiro técnico no ano, mas ganhou forma…

Escalação do Ceará (melhores: 1 Sobral, 2 Mateus, 3 Charles)
Fernando Prass; Samuel Xavier (Eduardo, 44/2T), Klaus, Luiz Otávio e Bruno Pacheco; Charles, Fabinho (William Oliveira, 2117/2T), Fernando Sobral e Vinícius (Lima, 40/2T); Leandro Carvalho (Mateus Gonçalves, 17/2T) e Cléber (Rafael Sóbis, 40/2T). Técnico: Guto Ferreira

Escalação do Bahia (melhor: Flávio; piores: 1 Gregore, 2 Anderson, 3 Clayson)
Anderson; João Pedro, Lucas Fonseca, Juninho e Juninho Capixaba; Flávio, Gregore (Danielzinho, 18/2T) e Rodriguinho (Saldanha, 42/2T); Élber, Fernandão e Clayson (Rossi, 18/2T). Técnico: Roger

Histórico geral de Ceará x Bahia (todos os mandos)
70 jogos
24 triunfos tricolores (34,2%)
25 empates (35,7%)
21 vitórias alvinegras (30,0%)

Curiosidade 1
A final é a única fase eliminatória em dois jogos na edição de 2020. Porém, não há gol qualificado. Com o 3 x 1, o Ceará, poderá perder por até 1 gol de diferença para ser bicampeão (somando com 2015) – francamente, caso aconteça, duvido que o torcedor ache ruim pelo fato de não terminar invicto. Quanto ao Baêa, precisa ganhar por 2 gols para forçar a disputa de pênaltis ou por 3 para levar a orelhuda dourada nos 90 minutos.

Curiosidade 2
Com a presença na decisão, tanto Bahia quanto Ceará já têm a garantia de ao menos R$ 500 mil de cota, pela segunda colocação. Em caso de título, R$ 1 milhão. Até aqui, ambos já somaram R$ 2,875 milhões. Ou seja, terminarão a edição com R$ 3,375 mi (vice) ou R$ 3,875 mi (campeão).

A análise do Podcast 45 Minutos (Cascio Cardoso, Cassio Zirpoli, Celso Ishigami, João de Andrade e Thiago Minhoca):

Abaixo, assista aos melhores momentos da partida, num vídeo do perfil da Copa do Nordeste.


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