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Alvinegros e tricolores no Castelão. Antes, 50% x 50%. Agora, 70% para o mandante.

Historicamente, a divisão de torcidas no Clássico-Rei era meio a meio, aproveitando a enorme estrutura do Castelão. Foi assim em todas as fases do estádio, inclusive na modernização, com a reabertura em 27 de janeiro de 2013. No fim de 2018, após o fim da parceria público-privada, os dois principais clubes do estado passaram a administrar o local nos jogos, explorando o empreendimento, com assentos, camarotes, bares e estacionamento. Pelo acordo, segundo o Diário do Nordeste, 13% da renda bruta vai para o governo do estado, o proprietário da arena.

Para o dia 3 de agosto de 2019, justamente no primeiro clássico na Série A do Campeonato Brasileiro após um hiato de 26 edições, a divisão do público foi rediscutida. A direção do Ceará definiu uma carga de 70% para a torcida mandante e 30% para a vistante, fato naturalmente recíproco no mando do Fortaleza – a capacidade atual é de 57.223 espectadores sentados.

Esse novo formato ocorre paralelamente à “mudança” de nome do Castelão por parte de cada clube, ampliando o aspecto de “casa” – embora ache difícil mudar o tradicional apelido. O Fortaleza começou a utilizar “Arena Leão 1918” em 12/06, na vitória por 2 x 1 sobre o Cruzeiro. Como o Ceará só voltou a jogar em casa pelo Brasileirão após a Copa América, a “Arena Vozão” surgiu em 20/07, também com triunfo. No caso, o 2 x 0 sobre o Palmeiras. Com a recorrente troca, é impossível não lembrar do estádio de Milão, com 81.277 lugares. Para os torcedores da Internazionale, trata-se do “Giuseppe Meazza”. Para a torcida do Mian, “San Siro”.

Torcedor, o que você achou desta mudança no Castelão? Tanto no público quanto no nome…

Os nomes do maior estádio do Nordeste
– Estádio Governador Plácido Castelo (oficial)
– Castelão (apelido)
– Arena Castelão (novo apelido)
– Arena Leão 1918 (nome com operação do Fortaleza)
– Arena Vozão (nome com operação do Ceará)

Jogos acima de 60 mil pessoas na “era arena”
1º) 63.903 – Fortaleza 1 x 1 Juventude (09/10/2016, Série C)
2º) 63.399 – Ceará 2 x 1 Bahia (29/04/2015, Nordestão)
3º) 62.903 – Fortaleza 0 x 0 Brasil-RS (17/10/2015, Série C)
4º) 62.525 – Fortaleza 1 x 1 Macaé (25/11/2014, Série C)
5º) 61.280 – Ceará 1 x 1 Sport (10/04/2014, Nordestão)

A redução dos visitantes em Pernambuco, sem volta
Em Pernambuco, mesmo com estádios próprios, Náutico, Santa e Sport cederam amplo espaço às torcidas rivais durante décadas. Foi assim até o surgimento da regra dos “10%”, num momento em que a violência aumentou em confrontos entre uniformizadas – de fato. Inicialmente, ainda houve uma tolerância de “20%”. Hoje, contudo, desconsiderando acordos raros, a carga para o visitante nos clássicos recifenses é de 10% – idem na Arena PE, onde a parceria público-privada também foi extinta. Então, que esta mudança na capital alencarina seja passageira. Acompanhando de longe, sempre achei massa a disputa de público no Castelão, bem antes de ser uma arena.

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