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No sábado de abertura do Brasileirão, Elton marcou dois gols. Fotos: Anderson Stevens/Sport.

O Sport largou na Série A obtendo uma vitória importantíssima. Em uma noite de cinco gols, numa Ilha do Retiro sem público, o leão venceu o campeão nordestino por 3 x 2, numa partida que pode pautar o estilo do time no decorrer da competição, que tende a ser duríssima, e na qual o clube pernambucano segue candidatíssimo ao descenso. Será uma jornada de grão em grão, valorizando cada espaço, cada dividida, cada chute, cada defesa. Cada ponto. Ao iniciar com três, num ano ruim como este, o time de Daniel Paulista surpreendeu, enfim, de forma positiva.

O resultado foi alcançado a partir de uma postura bem distinta em relação ao Sport, tanto no seu histórico como mandante como neste ano especificamente. O time teve apenas 31% de posse de bola. Deu campo ao adversário até a linha central, onde pressionou, forçando o erro para atacar em triangulações. Para isso, era preciso que o time tivesse uma postura diferente, mais incisiva, tanto fisicamente quanto na precisão. Ao menos desta vez, houve esta sintonia.

Nos 22 jogos anteriores na temporada, em apenas um o Sport havia tido uma postura semelhante, realmente defensiva. Ou seja, sem o controle da bola, mais interessado em se defender do que atacar. Foi contra o Fortaleza, nas quartas do Nordestão, quando o time foi eliminado após um empate sem gols. No tempo normal, mesmo assim, as melhores chances foram do próprio Sport, que encarou o tamanho do jogo – como agora, também teve oportunidades mesmo num tempo limitado com a bola. Aquela foi a melhor atuação do Sport até então, cujo elenco é limitado e cujo desafio técnico no Brasileiro é o maior que o clube já teve nos pontos corridos. Nem sempre vai ser possível repetir, até porque a entrega física é muito maior e o campeonato será achatado. Só que aquele jogo no Barradão deu um indício que era possível ser competitivo contra adversários de porte semelhante.

Vantagem, aperreio e 220v
Sobre o jogo, o Sport ficou o tempo todo à frente do placar. O nome foi do jogo foi Elton, que acertou uma bola travessão, quando ainda estava 0 x 0 e depois marcou dois gols, um de cabeça (belo cruzamento de Patric) e outro de pênalti (dado pelo VAR). O 2 x 0 aos 32 minutos poderia ter deixado o jogo tranquilo, mas uma falha de comunicação num sistema que vinha funcionando (Willian Farias/Adryelson) resultou no belo gol de Cléber, destaque nas finais da Lampions. O vozão, ressalvando, não teve meia Vinícius e não teve o mesmo ímpeto de Salvador. A criatividade foi limitada, apesar da bola nos pés. E o Sport ainda fez mais um no 1T, com o argentino Jonatan Gómez, mas outra bobeada dupla, já no 2T, com Mailson/Betinho (e Jacaré aproveitando), deixou a partida em 220v até os 49. Ao menos esta era a voltagem do Sport, que não permitiu mais chances.

Escalação do Sport (melhores: 1 Elton, 2 Maidana, 3 Patric; piores: Betinho e Marquinhos)
Mailson; Patric, Maidana, Adryelson e Sander; Willian Farias, Betinho e Jonatan Gómes (João Igor, 30/2T); Rafael (Maxwell, 26/2T), Elton (Brocador, 39/2T) e Marquinhos (Lucas Mugni, 26/2T). Técnico: Daniel Paulista

Escalação do Ceará (melhor: Mateus; piores: 1 Klaus, 2 Fabinho)
Fernando Prass, Samuel Xavier, Klaus, Luiz Otávio e Bruno Pacheco; Charles (Ricardinho, 36/2T), Fabinho (Lima), Fernando Sobral e Rafael Sóbis (Vitor Jacaré, intervalo); Mateus Gonçalves (Rick, 30/2T) e Cléber (Bergson, 25/2T). Técnico: Guto Ferreira

Histórico geral de Sport x Ceará (todos os mandos)
58 jogos
27 vitórias rubro-negras (46,5%)
16 empates (27,5%)
15 vitórias alvinegras (25,8%)

Histórico de Sport x Ceará pela Série A (todos os mandos)
9 jogos
6 vitórias rubro-negras (66,6%)
2 empates (22,2%)
1 vitória alvinegra (11,1%)

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Fred Figueiroa, Lucas Liausu e Thiago Minhoca):


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