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O pernambucano Kaio Jorge acertou o travessão para o peixe no 2T. Foto: Ivan Storti/Santos.

No domingo, 0 x 0. Na quarta-feira, 0 x 0. Sobre as duas atuações, em casa contra o Cuiabá e diante do Santos lá na Vila Belmiro, uma diferença considerável em termos de desempenho, mas de forma positiva, sinalizando um caminho para um clube em crise. Nesta 8ª rodada, Louzer voltou a mexer no time titular do Sport. Após o 3-4-3, o 3-5-2 e o 4-4-2, voltou ao 4-3-3 inicial.

Sobre as formações, a diferença de fato foi a opção por manter a mesma equipe iniciou o segundo tempo no jogo passado, corrigindo as péssimas atuações de Betinho e Thiago Lopes, no pior momento do treinador na Ilha. Dos que entraram, Zé Wellison e Neilton, o volante acabou sendo a peça mais importante para a atuação em São Paulo. Embora tenha errado na saída de jogo, que é uma deficiência técnica, marcou bem e fechou a recomposição leonina, que durou a noite inteira diante do peixe, que não contou com o meia-atacante Marinho, suspenso.

Mesmo sem o craque, se sabia que o time de Fernando Diniz teria mais posse de bola – e teve 68%, segundo o SofaScore. Também não seria surpresa a marcação alta, pressionando bastante a saída de bola do Sport desde a largada. Com um grupo mais técnico e confiante, teria mais chances no jogo. Dito e feito, com 14 x 8. Entretanto, essas 8 chances para o visitante mostram um futebol mais competitivo que aquele visto diante do caçula da Série A.

Hoje, cabia ao leão suportar a pressão inicial, até desafogar o jogo e buscar espaço para contragolpes. Conseguiu e criou boas chances, tanto no 1T quanto no 2T, mas errou demais na tomada de decisão. Com André, Everaldo, Hayner, Neilton, Júnior Tavares e até Mikael, que entrou no finzinho. O goleiro santista, João Paulo, não teve tanto trabalho justamente porque o Sport vacilou na conclusão das jogadas. De toda forma, considerando a atuação mais segura até aqui, o empate foi interessante. Se o anterior aumentou a crise, este estancou um pouco.

Sport em 8 rodadas na Série A de 2021
Mandante (3 jogos, 4 pts e 44.4%): 1V, 1E e 1D
Visitante (5 jogos, 2 pts e 8.3%): 0V, 2E e 3D

O desempenho do leão nos 8 primeiros jogos na Série A (pontos corridos)
1º) 2015 – 18 pontos (5V, 3E e 0D; 1º lugar)
2º) 2018 – 14 pontos (4V, 2E e 2D; 6º lugar)*
3º) 2014 – 11 pontos (3V, 2E e 3D; 10º lugar)
4º) 2020 – 10 pontos (3V, 1E e 4D; 12º lugar)
5º) 2012 – 9 pontos (2V, 3E e 3D; 12º lugar)*
6º) 2007 – 8 pontos (2V, 2E e 4D; 15º lugar)
6º) 2008 – 8 pontos (2V, 2E e 4D; 15º lugar)
6º) 2009 – 8 pontos (2V, 2E e 4D; 15º lugar)*
6º) 2017 – 8 pontos (2V, 2E e 4D; 17º lugar)
10º) 2021 – 6 pontos (1V, 3E e 4D; 15º lugar)
11º) 2016 – 5 pontos (1V, 2E e 5D; 19º lugar)
* Caiu de divisão

Escalação do Santos (melhores: Sánchez e Kaio; piores: Pará e Pirnai)
João Paulo; Pará (Zanocelo, 18/2T), Luiz Felipe (Lucas Venuto, 35/2T), Luan Peres e Felipe Jonatan (Madson, 18/2T); Camacho, Jean Mota e Gabriel Pirani (Carlos Sánchez, 10/2T); Lucas Braga (Marcos Leonardo, 35/2T), Kaio Jorge e Marcos Guilherme. Técnico: Fernando Diniz

Escalação do Sport (melhores: Thyere, Sabino e Zé Wellison; pior: Tréllez)
Maílson; Hayner, Rafael Thyere, Sabino e Júnior Tavares; Marcão, Zé Wellison e Thiago Neves (Gustavo, 45/2T); Neilton (Tréllez, 23/2T), André (Mikael, 45/2T) e Everaldo (Paulinho Moccelin, 29/2T). Técnico: Umberto Louzer

Histórico geral de Santos x Sport (todos os mandos)
50 jogos
12 vitórias pernambucanas (24,0%)
16 empates (32,0%)
22 vitórias paulistas (44,0%)

Histórico de Santos x Sport pela Série A (todos os mandos)
41 jogos
11 vitórias pernambucanas (26,8%)
12 empates (29,2%)
18 vitórias paulistas (43,9%)

A análise do Podcast 45 Minutos sobre a partida (do tempo 1h06 até 1h35):


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