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Williams Aguiar/Sport Club do Recife

A derrota do Sport diante do Palmeiras, na Ilha do Retiro, cumpriu o roteiro que o clube passou a escrever na 11ª rodada. A partir dali, foram 16 apresentações, com apenas 1 vitória. O leão ainda empatou 3 jogos, mas perdeu 12, entrando num buraco já difícil de sair. Entretanto, em algumas dessas derrotas, ao menos o empate esteve bem ao alcance do time, com a falta de concentração em momentos-chave do Campeonato Brasileiro.

Nos últimos dois domingos, por exemplo, o time perdeu de Corinthians e Palmeiras com gols na reta final. Na origem, lances parecidos. Em São Paulo, aos 43, Sander poderia ter rasgado a bola numa disputa próxima à linha de fundo. Tentou outra forma, algo que não havia feito, e perdeu o controle da jogada, que seguiu até as redes de Magrão. No Recife, um lance do outro lado, pela direita, com Winck, que teve duas chances para espanar, mas acabou cedendo um escanteio – de onde saiu o gol, aos 35, com o atacante Willian pegando um rebote, 0 x 1.

Afundado na tabela, o Sport desperdiçou duas boas chances de pontuar, mesmo sendo de “grão em grão”. Em ambos os jogos, entrou como franco atirador. Diante do alvinegro, jogou bem. Já contra o alviverde, a defesa se saiu bem durante boa parte da partida – com cara decisão para os pernambucanos, diante de quase 19 mil torcedores. Neste segundo caso, a ressalva fica justamente pelo desmonte feito por Eduardo Baptista, que acionou Cláudio Winck, um lateral fraco defensivamente, no lugar de Ronaldo Alves, que sentiu. No banco, havia o zagueiro Léo Ortiz, que manteria o esquema eficiente até então, e outro lateral-direito, Raul Prata, este com característica mais defensiva. Ou seja, o técnico optou pelo tudo ou nada, algo que, para o Sport, vem minando a campanha – até porque, como se nota pelo recorte já citado, quase sempre termina com “nada”. Não é basquete. É futebol, e o empate faz parte.

O Palmeiras de Felipão, que começou com uma formação alternativa, devido à desgastante viagem de 5 mil km, desde Santiago, alcançou a vice-liderança da competição. E mesmo almejando tanto, valorizava o empate contra o vice-lanterna até a reta final da partida. Por qual motivo o Sport não consegue ter a mesma leitura de jogo? Está fazendo falta na tabela.

Escalação do Sport (melhores: 1 Durval, 2 Jair; piores: 1 Rogério, 2 Morato, 3 Winck)
Magrão; Ernando, Ronaldo Alves (Winck, 27/2T), Durval e Sander; Marcão, Jair e Neto Moura (Pardal, 35/2T); Morato (Matheus Peixoto, 24/2T), Rogério e Marlone

Sport com Eduardo Baptista na Série A 2018
8 jogos; 1V, 1E e 6D
16,6% de aproveitamento
2 gols marcados (média de 0,25)
12 gols sofridos (média de 1,50)

Curiosidade: entre os principais clubes do eixo RJ-SP-MG-RS, o Palmeiras é adversário mais presente na história leonina, agora com 62 partidas, entre competições e amistosos.

Histórico geral de Sport x Palmeiras (todos os mandos)
62 jogos
19 vitórias rubro-negras (30,6%)
11 empates (17,7%)
32 vitórias paulistas (51,6%)

Histórico de Sport x Palmeiras pela Série A (todos os mandos)
38 jogos
12 vitórias rubro-negras (31,5%)
7 empates (18,4%)
19 vitórias paulistas (50,0%)

A análise do Podcast 45 minutos (Cassio Zirpoli, Celso Ishigami e Fred Figueiroa)

Williams Aguiar/Sport Club do Recife


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