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A festa do único gol na 560ª edição do clássico, já na reta final. Foto: Anderson Stevens/Sport.

Mesmo com muitos erros na partida, o Sport não parou de buscar a vitória na Ilha. A tabela nesta final da fase classificatória da Copa do Nordeste obrigava o rubro-negro a vencer para seguir numa condição acessível nos últimos dois jogos. Era preciso seguir insistindo diante do arquirrival, cuja defesa havia passado em branco em 8 dos 14 jogos anteriores. E a vitória veio, pelo placar mínimo, a partir desta insistência, inclusive do banco.

Aos 30 do 2º tempo, o técnico Daniel Paulista colocou Elton no lugar de Rithely, para terminar o jogo com dois centroavantes. Àquela altura, o time já contava com dois meias, os argentinos Lucas Mugni e Jonatan Gómez, que estrou na segunda etapa e deu uma nova dinâmica ao time. Mais do que promover a entrada de Elton, Daniel enxergou a má atuação de Rithely, sem tentar trocar um volante no outro. A aposta deu certo, numa velocidade que nem o próprio técnico esperava. O gol veio três minutos depois, com uma escapada de Marquinhos – que cresceu no jogo – pela direita, com o passe para Elton, que bateu com frieza – algo que faltou na última quarta, no empate sem gols com o Petrolina.

Vantagem posta, era preciso defendê-la, com Itamar Schule saindo da zona de conforto – as duas mudanças no intervalo haviam sido protocolares. O comandante coral acionou Patrick Nonato no lugar de André. Um atacante num volante. No mesmo minuto em que Daniel pôs um volante na vaga de um meia – Mugni, que correu demais. Essa equação, aos 37 minutos, gerou na aproximação do Santa Cruz até os 49 minutos, mas na base do abafa.

O visitante, então organizado para contragolpes, desde o 1T, deu lugar a um festival de bolas levantadas, com o Sport tirando todas, mesmo no nervosismo. O triunfo leonino por 1 x 0, com 11 x 7 em finalizações, sendo 7 x 2 na etapa complementar, manteve o time no G4 do grupo A (2V, 3E e 1D), com a possibilidade de criar alguma gordura até o desfecho da 6ª rodada, no domingo. Quanto ao Santa, que atuou desfalcado de Paulinho e Pipico, o fim de uma semana com frustrações nos detalhes, tanto na Copa do Brasil quanto na Lampions.

Multidão no streaming
Além da transmissão do SBT/TV Jornal para o Recife, o Clássico das Multidões teve o sinal liberado no Youtube pelo perfil oficial do torneio. A transmissão chegou a ter 72,4 mil pessoas simultâneas.

Escalação do Sport (melhores: 1 Willian, 2 Jonatan, 3 Elton; piores: 1 Yan, 2 Rithely)
Luan Polli; Prata, Adryelson, Cleberson e Sander; Willian Farias, Rithely (Elton, 30/2T) e Lucas Mugni (Ronaldo, 37/2T); Yan (Jonatan Gómez, intervalo), Brocador e Marquinhos. Técnico: Daniel Paulista

Escalação do Santa (melhores: 1 Bileu, 2 Maycon; piores: 1 Didira, 2 Victor, 3 William)
Maycon Cleiton; Toty, William Alves, Danny Morais (Denilson, intervalo) e Fabiano; Bileu, André (Patrick Nonato, 37/2T) e Chiquinho; Mayco Félix (João Cardoso, intervalo), Victor Rangel e Didira. Técnico: Itamar Schulle

Histórico de Sport x Santa Cruz na Ilha do Retiro
272 jogos
124 vitórias rubro-negras (45,5%)
72 empates (26,4%)
76 vitórias tricolores (27,9%)

Geral: 560 jogos, 233V do Sport, 159E e 168V do Santa

A análise do Podcast 45 Minutos (Celso Ishigami, Fred Figueiroa e João Pereira):

Abaixo, assista aos melhores momentos da partida, num vídeo do perfil da Copa do Nordeste.


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