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Neilton abriu o placar na Ilha do Retiro. Foi o seu 2º gol pelo leão. Foto: Anderson Stevens/Sport.

Com velocidade na saída de bola, apesar da menor posse durante o jogo, o Sport foi superior ao Náutico no clássico que encerrou o turno classificatório do campeonato estadual, na Ilha. O leão venceu por 3 x 0, quebrando a invencibilidade do rival, até então com 7V e 1E na competição. O timbu, aliás, aproveitou a liderança consolidada para poupar quatro titulares pendurados (o zagueiro Camutanga, os volantes Djavan e Rhaldney e o atacante Vinícius). Ou seja, foi com uma formação mista, mas mantendo as características ofensivas. Em tese. Na prática, não.

Desta vez, o roteiro foi bem diferente para os alvirrubros, com o adversário abrindo o placar pela primeira vez nesta campanha – o timbu havia marcado 20 dos 24 gols no 1T. E o triunfo leonino foi definido basicamente no primeiro tempo, embora tenha iniciado com polêmica. O leão abriu o placar logo aos 4 minutos, com Neilton concluindo uma jogada de escanteio pela esquerda, que não deveria ter sido marcado – lance difícil, mas achei que a bola não tocou em Ronaldo Alves. Após o gol, o jogo seguiu na mesma pegada, com o Náutico tendo a bola no 1T (em 65%) e o Sport finalizando mais (10 x 6).

A diferença deve-se à transição ofensiva do mandante, com o lateral Júnior Tavares atuando bem pelo meio. Essa característica coletiva estava em falta há tempos no Sport – e talvez seja a primeira mudança efetiva de Louzer, em seu segundo jogo. Além disso, o time contou com a boa atuação de Mailson, com duas ótimas defesas quando o jogo estava 1 x 0. O goleiro deu a condição para que o resultado fosse ampliado. Antes do intervalo, em outra investida pela esquerda, Neilton tocou para Sander, que bateu cruzado e Ronaldo desviou num gol contra.

Apesar da desvantagem já considerável, Hélio dos Anjos não voltou atrás na estratégia sobre os jogadores com dois amarelos – e de forma correta, pois o jogo à vera será de fato o próximo, pela semifinal. Com isso, a reação quase não existiu e o Sport, tendo o desfalque apenas de Thiago Neves (há algumas rodadas já), se aproveitou e continuou forçando. Na bola parada, aos 9, ampliou Adryelson escorando o cruzamento de Patric. Depois do lance, o técnico do Náutico perdeu a paciência com o time: “estão dando olé na gente!”. Hipérbole à parte, era um Sport bem melhor que o de costume (e a estreia de Everaldo subiu o nível no 2T) e um Náutico bem pior que de costume neste 2021. Seguiu assim até o apito final.

Escalação do Sport (melhores: Neilton, Tavares, Mailson e Maidana; pior: Toró)
Mailson; Patric, Maidana (Sabino, 22/2T), Adryelson (Rafael Thyere, 33/2T) e Sander; Marcão, Júnior Tavares e Thiago Lopes; Toró (Everaldo, 22/2T), Mikael (Tréllez, 27/2T) e Neilton (Maxwell, 27/2T). Técnico: Umberto Louzer

Escalação do Náutico (melhor: Marciel; piores: Alex Alves, Ronaldo, Matheus e Erick)
Alex Alves; Hereda, Ronaldo Alves (Yago, 19/2T), Wagner Leonardo e Rafinha (Giovanny, 7/2T); Matheus Trindade, Marciel (Luiz Henrique, 7/2T) e Jean Carlos (Juninho Carpina, 19/2T); Erick (Paiva, 19/2T), Kieza e Bryan. Técnico: Hélio dos Anjos

Histórico geral de Náutico x Sport (todos os mandos)
555 jogos
213 vitórias rubro-negras (38,3%)
158 empates (28,4%)
183 vitórias alvirrubras (32,9%)
1 placar desconhecido (em 1931)

Vitória no Clássico dos Clássicos após dois anos
O leão não vencia o timbu, nos 90 minutos, desde 14 de abril de 2019, quando fez 1 x 0 nos Aflitos. Depois foram duas derrotas e um empate. Uma das derrotas foi na decisão do PE2019, com o leão vencendo nos pênaltis. Com a goleada em 2021, o Sport abriu 30 vitórias de vantagem no clássico.

Os caminhos no mata-mata do Pernambucano
Terminada a 1ª fase do Estadual, Náutico (1º; 22 pontos) e Sport (2º; 20 pontos) já estão garantidos na semifinal, onde serão mandantes. O timbu aguarda o vencedor de Santa e Afogados, enquanto o leão aguarda o vencedor de Salgueiro e Vera Cruz. A semi já será no próximo fim de semana.

A análise do Podcast 45 Minutos sobre o clássico (a partir do minuto 46):


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