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No Arruda, a festa coral pela 1ª vitória no Brasileiro de 2020. Foto: Rafael Melo/Santa Cruz.

Com dois gols nos acréscimos, o Santa Cruz conseguiu virar o placar sobre o Treze e conquistou a sua primeira vitória na Série C, já entrando no G4 do grupo A.

Numa noite na qual pouca coisa deu certo, em termos técnicos, o tricolor acabou alcançando o resultado justamente a partir deste diferencial em campo. No caso, através do meia (lateral e ponta!) Chiquinho, acionado aos 24 minutos do segundo tempo. Na finalização e no passe, o jogador de 31 anos foi decisivo para o placar de 3 x 2, que injeta confiança num time que vinha empacando – na verdade, empatando, com cinco jogos seguidos assim. Embora o futebol ainda seja alvo de críticas, pela visível dificuldade em entrar na área adversária, a reação mostra a personalidade de uma equipe que se mostrou competitiva em diversos momentos nesta temporada.

Sobre o jogo, a partida teve um número de faltas abaixo do que vê no futebol brasileiro: 33, com apenas 13 dos mandantes. Em termos de finalização, Santa 9 x 8, com a virada no scout ocorrendo justamente nas últimas duas tentativas. O campeão paraibano vencia até os 45 minutos, com direito a um gol olímpico de Douglas Lima (com falha de Maycon Cleiton). Foi quando uma bola levantada na área (mais uma) acabou resvalada, com Didira ajeitando e tocando na medida para Chiquinho, que bateu firme. Mal comemorou, pois outro empate manteria turvo o ambiente do Arruda.

Então, com o jogo indo até os 50 minutos, o tricolor teve “a” chance no minuto final, quando Chiquinho acertou um belo passe entre as linhas da defesa do galo, com Victor Rangel sendo tocado pelo zagueiro Cassiano. Pênalti, algo recorrente na vida tricolor nas últimas semanas. Pressão? Não para Toty, que chutou bem demais, virando o scout, o placar e a chave do Santa.

Escalação do Santa Cruz (melhores: 1 Chiquinho, 2 Didira; pior: Maycon)
Maycon Cleiton; Toty, William Alves, Danny Morais e Célio Santos (Júnior, intervalo); Paulinho, Bileu (Tinga, 31/2T) e Didira; Jeremias (Chiquinho, 24/2T), Pipico (Victor Rangel, 38/2T) e Jaderson (Augusto Potiguar, 31/2T). Técnico: Itamar Schulle

Escalação do Treze (melhor: Douglas Lima; pior: Alisson)
Jeferson; Léo Pereira, Breno Calixto, Alisson Cassiano e Gilmar; Robson (Rezende, 36/2T), Vinícius Barra, Alexandre Santana (Bruno Mota, 8/2T); Edson Carioca (Caxito, 23/2T0, Douglas Lima (Thales, 36/2T) e Ermínio (Frontini, 23/2T). Técnico: Caé Cunha (interino)

Histórico de Santa Cruz x Treze (todos os mandos)
92 jogos
42 vitórias pernambucanas (45,6%)
25 empates (27,1%)
25 vitórias paraibanas (27,1%)

Curiosidade 1
O triunfo no Mundão acabou com a sina de empates. Foram cinco empates seguidos do Santa, somando Nordestão, Estadual e Série C. Além disso, os três gols reativaram o poder ofensivo, pois o time só havia feito um gol nessas cinco apresentações.

Curiosidade 2
O resultado aumentou a invencibilidade do Santa sobre o Treze, considerando os jogos no Recife. Agora, em 21 anos, são nove partidas sem derrota, com 7 vitórias e 2 empates. Neste duelo, o último revés no Arruda foi em 1999, quando o galo fez 4 x 2 pela Copa do Brasil.

Curiosidade 3
O lateral-direito Toty vem bem nas penalidades. À parte do resultado do time coral, que ganhou apenas uma disputa das quatro séries nesta temporada, Toty converteu a sua cobrança nas quatro oportunidades, contra Atlético-GO (Copa do Brasil, 2ª fase), Confiança (Nordestão, quartas), Náutico (Estadual, semi) e Salgueiro (Estadual, final).

A análise do Podcast 45 Minutos (Diego Borges, João Pereira e Lucas Liausu):


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