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A festa dos alvinegros em Salvador. Mais vez, lá e lô no Bahia. Foto: Copa do Nordeste/Twitter.

Ao vencer o Bahia em Pituaçu, o Ceará conquistou o Nordestão 2020 e uma série de benesses. Além da segunda orelhuda dourada para a sua galeria, o clube alvinegro faturou uma premiação de R$ 1 milhão pelo título, valor somado às cotas das três fases anteriores. Ao todo, R$ 3,8 mi. Foi o maior apurado em cotas na história do torneio, superando os R$ 3,3 mi do Sampaio, campeão em 2018 – a diferença ocorre de acordo com a distribuição das cotas em cada edição.

Somando com a bilheteria no Castelão, o Ceará faturou na competição, entre cota e renda, um total de R$ 4,0 milhões. Desta vez, o acréscimo em relação ao público foi pequeno porque o clube contou com a presença da torcida, como mandante, em apenas dois dos seis jogos. O time jogou de portões fechados com Frei Paulistano (punição), Sport (determinação por causa do Coronavírus) e Bahia (ida da final, que sequer foi no Castelão, também como prevenção). A falta da arquibancada fez com que o clube tivesse o maior percentual sobre o peso da cota na receita total. As premiações representaram 96%. Num cenário de exceção, claro.

No geral, a recém-encerrada Copa do Nordeste distribuiu R$ 34,3 milhões em cotas de participação/premiação para os 20 clubes, incluindo aqueles eliminados ainda na fase preliminar – abaixo, os valores recebidos por todas as equipes. Em relação à renda bruta, R$ 5,035 milhões. Dos 80 jogos previstos, apenas 61 tiveram portões liberados ao público. Ou seja, entre premiações e venda de ingressos, os clubes faturaram R$ 39.335.021 nesta 17ª edição do torneio regional. Acredito que potencial do torneio seja bem maior, mas ainda assim esta cifra já é superior à receita de qualquer campeonato estadual no Nordeste.

Obs. O campeão regional também ganhou vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2021, a 5ª fase do torneio. Considerando a cota paga no torneio nacional de 2020 (que deve subir em 2021), o vozão teria a direito a R$ 2,6 milhões, numa benesse “indireta” pelo título do Nordestão.

Faturamento dos campeões (renda bruta + premiações)
2013 – R$ 1.640.545, Campinense (67,0% via cota; R$ 1,100 mi)
2014 – R$ 3.175.000, Sport (59,8% via cota; R$ 1,900 mi)
2015 – R$ 5.895.764, Ceará (46,4% via cota; R$ 2,740 mi)
2016 – R$ 3.589.575, Santa Cruz (66,4% via cota; R$ 2,385 mi)
2017 – R$ 6.032.573, Bahia (52,2% via cota; R$ 3,150 mi)
2018 – R$ 3.657.091, Sampaio Corrêa (91,6% via cota; R$ 3,350 mi)
2019 – R$ 4.552.102, Fortaleza (70,5% via cota; R$ 3,210 mi)
2020 – R$ 4.029.277, Ceará (96,1% via cota; R$ 3,875 mi)

Cotas de participação do Nordestão 2020
R$ 3,875 milhões – Ceará (campeão)
R$ 3,375 milhões – Bahia (vice)
R$ 2,500 milhões – Sport (quartas) e Vitória (quartas)
R$ 2,375 milhões – Fortaleza (semifinal)
R$ 2,000 milhões – Santa Cruz (quartas)
R$ 1,800 milhão – Botafogo-PB (quartas)
R$ 1,700 milhão – CRB (grupo*) e Náutico (grupo*)
R$ 1,500 milhão – ABC (grupo*), CSA (grupo) e América-RN (grupo)
R$ 1,450 millhão – Confiança (semifinal*)
R$ 775 mil – River (grupo), Imperatriz (grupo) e Frei Paulistano (grupo)
R$ 100 mil (preliminar) – Altos, Campinense, Juazeirense e Sampaio Corrêa
* Clubes que passaram pela preliminar

Cotas + renda bruta (e o impacto da cota no faturamento )
1º) 4.518.624 – Bahia (74,6%)
2º) 4.029.277 – Ceará (96,1%)
3º) 2.997.400 – Sport (83,4%)
4º) 2.957.494 – Fortaleza (80,3%)
5º) 2.684.068 – Vitória (93,1%)
6º) 2.331.370 – Santa Cruz (85,7%)
7º) 1.996.060 – Botafogo-PB (90,1%)
8º) 1.994.983 – CRB (85,2%)
9º) 1.983.846 – Náutico (85,6%)
10º) 1.950.005 – ABC (76,9%)
11º) 1.696.879 – CSA (88,3%)
12º) 1.672.015 – América-RN (89,7%)
13º) 1.626.402 – Confiança (89,1%)
14º) 947.570 – Imperatriz (81,7%)
15º) 888.715 – River (87,2%)
16º) 813.805 – Frei Paulistano (95,2%)
17º) 130.120 – Campinense (76,8%)
18º) 109.688 – Sampaio Corrêa (91,1%)
19º) 104.020 – Juazeirense (96,1%)
20º) 102.680 – Altos (97,3%)


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