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Até a saída de Tavares o leão fazia um bom jogo no Rio. Foto: Mailson Santana/Fluminense.

O Sport perdeu três vezes nas últimas quatro rodadas. Todas por 1 x 0, o mesmo placar da vez em que saiu vencedor. Como já foi dito aqui no blog, não parece coincidência. É um cenário condizente com o futebol do time, de enorme aplicação defensiva, mas de pouquíssima contundência. Quando faz 1 x 0, impõe ao adversário uma enorme dificuldade para reagir, tanto que 5 das 9 vitórias foram pelo placar mínimo – e tem uma defesa menos vazada que os integrantes do Z4.

Já quando sofre um gol, a reação torna-se praticamente inviável – só conseguiu pontuar tendo que reagir duas vezes neste Brasileirão. Além disso, existem roteiros únicos a cada jogo. Como um pênalti desmarcado nos acréscimos, visto diante do Palmeiras, ou uma punição excessiva, caso do vermelho revisado para Júnior Tavares, lá no Rio de Janeiro, contra o Fluminense.

No Nilton Santos, o lance aconteceu aos 39 minutos da primeira etapa. Até ali, o leão era melhor que o tricolor, apático, sentindo a goleada sofrida na rodada passada (Corinthians 5 x 0). Já o visitante pernambucano, mesmo sem Thiago Neves (suspenso) e Jonatan Gómez (que acionou o clube na justiça), conseguia ir bem tanto na construção ofensiva quanto nos contragolpes, atuando com três volantes e Patric improvisado no meio. Porém, a saída do lateral, tendo como consequência imediata a substituição de Marquinhos por Sander, limitou o Sport à busca pelo “0 x 0”. Parecia o placar possível, conforme visto nos últimos jogos.

Só que na retomada, logo aos 4 minutos, Lucca abriu o placar, contando com o desvio de Patric. Sport sem meias, com um jogador a menos e perdendo fora de casa? Cara de resultado definitivo, como seria de fato. Entretanto, o time fez uma partida digna e ainda levou perigo na bola aérea (Dalberto na trave e Marcão por pouco), fora um contragolpe incrivelmente mal executado por Dalberto. Mesmo com 35% de posse, o Sport foi valente e equilibrou o scout de finalizações – Flu 11 x 10. A bronca foi nenhuma ter ido na barra, sendo a cara de um time com apenas 24 gols em 30 partidas (0,8). No fim, o Fluminense celebrou os 3 pontos na luta pela vaga na Libertadores, mas consciente de que fez pouco. Já o Sport, com 1 gol nos últimos 4 jogos, vai ficando no limite da tabela. Em termos de qualidade no elenco já está há meses.

Sport em 30 rodadas na Série A de 2020
Mandante (15 jogos, 22 pts e 48.8%): 7V, 1E e 7D
Visitante (15 jogos, 10 pts e 22.2%): 2V, 4E e 9D

Escalação do Fluminense (melhores: Lucca e Martinelli; pior: Danilo)
Marcos Felipe; Calegari, Luccas Claro, Matheus Ferraz e Danilo Barcelos; Martinelli, Yago Felipe e Michel Araújo (Nenê, 34/2T); Luiz Henrique (Caio Paulista, 24/2T), Fred (Felippe Cardoso, 34/2T) e Lucca (Hudson, 42/2T). Técnico: Marcão

Escalação do Sport (melhores: Betinho, Marcão; piores: Patric e Tavares)
Luan Polli; Raul Prata (Brocador, 33/2T), Maidana, Adryelson (Ricardinho, 33/2T) e Júnior Tavares; Marcão, Ronaldo (Ewerthon, intervalo), Betinho e Patric; Marquinhos (Sander, 41/1T) e Dalberto (Mikael/46/2T). Técnico: Jair Ventura

Histórico geral de Fluminense x Sport (todos os mandos)
53 jogos
17 vitórias rubro-negras (32,0%)
15 empates (28,3%)
21 vitórias cariocas (39,6%)

Histórico de Fluminense x Sport pela Série A (todos os mandos)
42 jogos
13 vitórias rubro-negras (30,9%)
12 empates (28,5%)
17 vitórias cariocas (40,4%)

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Celso Ishigami e Fred Figueiroa):

Abaixo, assista ao gol da partida, através do perfil oficial do Brasileirão no Twitter.


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