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O nocaute histórico do pugilista baiano no ringue japonês. Foto: COI/reprodução.

No boxe olímpico, as lutas duram apenas três rounds, com a pontuação definida por cinco juízes. Quase todos os embates são definidos por pontos, com o nocaute sendo algo raro neste modelo. Considerando isso, o ucraniano Oleksandr Khyzhniak tinha o ouro nas mãos diante do baiano Hebert Conceição. O atual campeão europeu havia vencido os dois primeiros rounds por unanimidade, com 10 x 9 para todos os juízes. Só uma atuação daquelas no último round mudaria o cenário.

No caso, uma sequência de golpes certeiros, com volume nos três minutos de luta, ou algo além, com um direto definitivo. Consciente de que estava em larga desvantagem, Hebert se aproximou do oponente tentando achar esse cruzado. Bateu, insistiu e enfim acertou um golpe de esquerda que levou o adversário à lona. Incrível! Seja no boxe olímpico, no boxe profissional, em Tóquio, no Madison Square Garden, em Salvador, em qualquer canto.

Ali, o árbitro interrompeu a luta e consagrou o brasileiro de 23 anos e 1,87m como campeão olímpico dos médios, com quatro vitórias em quatro lutas. Este é o 2º ouro no boxe na história do país, sendo o 2º atleta nascido na Bahia. Falando em Bahia, a Boa Terra tem tido um desempenho gigantesco nos Jogos Olímpicos de 2020, já com 21 medalhas do Time Brasil.

Até aqui foram três ouros individuais, que seriam suficientes para deixar o estado em 27º lugar no quadro geral de medalhas. No Nordeste, esta foi a 4ª medalha dourada na edição – e a 6ª em toda a história olímpica, considerando as provas individuais. Também levaram o ouro lá no Japão o potiguar Ítalo Ferreira (surfe) e os conterrâneos baianos Ana Marcela (maratona aquática) e Isaquias Queiroz (canoagem), além da prata com a maranhense Rayssa Leal (skate). Com 4-1-0, a região apareceria em 20º lugar, à frente da Espanha…

Como o próprio Hebert disse, “mereceu pra caralho”!

Os seis campeões olímpicos do NE em provas individuais
2012 (1º): Sarah Menezes, de Teresina-PI (judô até 48 kg F)
2016 (2º): Róbson Conceição, de Salvador-BA (boxe peso leve M)
2020 (3º): Ítalo Ferreira, de Baía Formosa-RN (surfe M)
2020 (4º): Ana Marcela, de Salvador-BA (maratona aquática F)
2020 (5º): Isaquias Queiroz, de Ubaitaba-BA (canoagem M)
2020 (6º): Hebert Conceição, de Salvador-BA (boxe peso médio M)

A evolução das medalhas olímpicas individuais do Nordeste (ouro, prata e bronze)
1920-2008 – Nenhuma
2012 – 3 medalhas (1-0-2)
2016 – 3 medalhas (1-1-1)
2020 – 5 medalhas (4-1-0)*
* Ainda haverá a 6ª medalha, com Bia Ferreira no boxe (ouro ou prata)

As 11 medalhas olímpicas individuais do Nordeste (ouro, prata e bronze)
1º) 4-1-2 – Bahia
2º) 1-0-0 – Piauí e Rio Grande do Norte
4º) 0-1-0 – Maranhão
5º) 0-0-1 – Pernambuco
Sem medalha: Alagoas, Ceará, Paraíba e Sergipe


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