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Considerando a nova regra, 23 mil no Maracanã e 20 mil no Morumbi. Concorda com a liberação?

Embora a pandemia ainda esteja em vigor, e sem vacina, o futebol brasileiro poderá contar, em outubro, com a volta do público às arquibancadas. Segundo o aval do Ministério da Saúde, sobre um plano proposto pela CBF, a condição inicial é de uma capacidade de até 30%.

O estudo contradiz a posição inicial da própria confederação, que liberaria o público somente após a chegada da vacina. A notícia do jornal O Globo acabou confirmada pela nota do governo federal, com o parecer favorável – leia a íntegra no fim do post. No blog, então, a “revisão” na capacidade atual dos 18 estádios utilizados pelos 20 clubes do Brasileirão de 2020 e de outros palcos importantes nas Séries B, C e D e também à disposição da própria primeirona. Ao todo, mais de 40 locais.

Maior estádio do país, o Maracanã poderá contar com até 23,6 mil torcedores, que ficariam espalhados em todos os setores, para (tentar) manter o distanciamento. E vale destacar que a prefeitura do Rio já sinalizou a autorização – tendo um debate sobre a posição do governo estadual, ainda contrário. A nota do Ministério da Saúde cita a liberação do público “conforme decisão do gestor local”, num indicativo de que o aval das secretarias é necessário.

Atenção à isonomia competição…
Desde já, pontuo que a CBF precisa manter o princípio de isonomia do campeonato. Enquanto a direção do Flamengo já se mostrou entusiasmada à retomada das arquibancadas, o presidente do Corinthians afirma que não entra em campo caso todos os times não tenham o mesmo direito – ou os 20 com público ou os 20 sem público. Paralelamente a um debate que vai ganhando cada vez mais espaço, a realidade sobre a Covid-19: 137 mil mortos e mais de 4,5 milhões de infectados.

Obs 1. Em nota oficial, a CBF afirma que o plano é voltado, neste momento, só para a Série A. Sobre a execução da ideia, será realizada uma reunião com os clubes em 24/09, via videoconferência.

Obs 2. Com 11 rodadas disputadas, até o momento, o Brasileirão foi inteiramente realizado de portões fechados – total de 103 jogos. A medida atende ao protocolo de combate ao Coronavírus.

A limitação em 30% sobre a capacidade dos estádios da Série A de 2020 (e os mandantes)*
23.651 (de 78.880) – Maracanã (RJ); Flamengo e Fluminense
20.115 (de 67.052) – Morumbi (SP); São Paulo
19.170 (de 63.903) – Castelão (CE); Ceará e Fortaleza
18.553 (de 61.846) – Mineirão (MG); Atlético-MG (e Cruzeiro)
16.698 (de 55.662) – Arena do Grêmio (RS); Grêmio
15.038 (de 50.128) – Beira-Rio (RS); Internacional
14.281 (de 47.605) – Neo Química Arena (SP); Corinthians
13.500 (de 45.000) – Nilton Santos (RJ); Botafogo
12.981 (de 43.272) – Allianz Parque (SP); Palmeiras
12.711 (de 42.372) – Arena da Baixada (PR); Athletico-PR
12.150 (de 40.502) – Couto Pereira (PR); Coritiba
9.647 (de 32.157) – Pituaçu (BA); Bahia
9.000 (de 30.000) – Ilha do Retiro (PE); Sport
6.564 (de 21.880) – São Januário (RJ); Vasco
5.376 (de 17.823) – Vila Belmiro (SP); Santos
4.050 (de 13.500) – Olímpico (GO); Atlético-GO
3.699 (de 12.332) – Nabi Abi Chedid (SP); Bragantino
3.000 (de 10.000) – Serrinha (GO); Goiás
* Calculado a partir da capacidade máxima atual dos estádios

A limitação em 30% sobre outros estádios nas Séries A, B, C e D (e os mandantes)
21.836 (de 72.788) – Mané Garrincha (DF); a definir
16.674 (de 55.582) – Arruda (PE); Santa Cruz
15.007 (de 50.025) – Fonte Nova (BA) Bahia
13.650 (de 45.500) – Arena Pernambuco (PE); a definir
13.502 (de 45.007) – Mangueirão (PA); Paysandu e Remo
13.200 (de 44.000) – Arena da Amazônia (AM); Manaus
12.600 (de 42.000) – Serra Dourada (GO); a definir
12.333 (de 41.112) – Arena Pantanal (MT); Cuiabá
12.044 (de 40.149) – Castelão (MA); Sampaio Corrêa
9.412 (de 31.375) – Arena das Dunas (RN); ABC e América-RN
9.185 (de 30.618) – Barradão (BA); Vitória
8.739 (de 29.130) – Brinco de Ouro (SP); Guarani
7.731 (de 25.770) – Almeidão (PB); Botafogo-PB
6.905 (de 23.018) – Independência (MG); América-MG
6.026 (de 20.089) – Arena Condá (SC); Chapecoense
5.918 (de 19.728) – Moisés Lucarelli (SP); Ponte Preta
5.875 (de 19.584) – Orlando Scarpelli (SC); Figueirense
5.767 (de 19.225) – Heriberto Hulse (SC); Criciúma
5.731 (de 19.105) – Rei Pelé (AL); CRB e CSA
5.700 (de 19.000) – Amigão (PB); Campinense e Treze
5.340 (de 17.800) – Ressacada (SC); Avaí
5.142 (de 17.140) – Durival Britto (PR); Paraná Clube
5.084 (de 16.948) – Aflitos (PE); Náutico
4.800 (de 16.000) – Lacerdão (PE); Central
4.672 (de 15.575) – Batistão (SE); Confiança
3.621 (de 12.070) – Cornélio de Barros (PE); Salgueiro

A íntegra da nota oficial do Ministério da Saúde (em 22/09)
“O Ministério da Saúde apresentou parecer favorável ao plano de estudos proposto pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a volta de parte do público aos estádios do Brasil.”

“É importante ressaltar que a abertura, em um primeiro momento, deve ser para até 30% da capacidade dos estádios – podendo ser aumentado posteriormente – , conforme decisão do gestor local, que, dentre outros aspectos, levará em consideração a variação da curva epidemiológica, a taxa de ocupação de leitos clínicos e leitos de UTI e a capacidade de resposta da rede de atenção à saúde local e regional.”

“A abertura deverá ocorrer mediante protocolos que devem ser estabelecidos com o objetivo principal de zelar pela saúde física e mental, assim como o bem-estar de todos. As medidas de segurança serão determinadas localmente entre os times de futebol e a administração local, envolvendo os setores de segurança pública, saúde e outros necessários para sua implementação e fiscalização.”

Leia mais sobre o assunto
Análise (de 17/06): O possível precedente aberto pelo Governo de PE sobre público nos estádios


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