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Jhon Cley comemora o 1º gol, aos 19/1T (Neto Berola marcou os outros três, aos 19, 23 e 38/2T). Foto: Thiago Parmalat/CSA

O CSA não disputa o Campeonato Brasileiro desde 1987. Naquele ano, ficou em 31º lugar, somando as campanhas dos módulos amarelo e verde. No ano seguinte, a CBF criou o sistema de acesso e descenso e o clube alagoano passaria três décadas longe de elite, bem longe. Chegou a disputar as Séries C (13x) e D (5x). Até mesmo em seu estado, onde é o maior campeão, perambulou em divisões inferiores, chegando a ficar sem calendário no segundo semestre. Entretanto, a reestruturação administrativa e física em Maceió começou a dar resultados, com o caminho de volta ao Brasileirão sendo pavimentado de forma brilhante.

Com 17V, 11E e 10V na Série B de 2018, o alviceleste conseguiu o terceiro acesso nacional consecutivo. Sem dúvida alguma, o mais importante de sua história, com a classificação numa concorrida edição na era dos pontos corridos. E a partir de um time muito mais barato que concorrentes com presença recorrente no degrau de cima, como Coritiba, Goiás e Guarani – com luta, a definição veio na última rodada, numa goleada por 4 x 0 sobre sobre o rebaixado Juventude, lá no RS.

Ao quebrar o hiato particular, de 31 anos, o CSA quebra também o hiato de seu estado, pois o rival CRB não participa da elite do futebol nacional há mais tempo ainda, desde 1984. Nesta formatação com a classificação através do acesso divisional, o Centro Sportivo Alagoano tornou-se o 9º clube nordestino a obter a vaga, com a vizinha Alagoas sendo o 5º estado.

Ao todo, este foi o 27º acesso à primeira divisão entre os clubes da região, considerando o período desde 1988 – com a vaga valendo sempre para a temporada seguinte. Levando em conta apenas a era dos pontos corridos na Série B, desde 2006, são 13 edições, sempre com quatro vagas. No caso, este foi o 16º acesso, o que corresponde a 30% das 52 vagas no período. Com Fortaleza e CSA classificados e com o Bahia já assegurado, o Nordeste tem a garantia de ao menos três representantes no próximo ano. Enquanto isso, Ceará (quase lá), Sport e Vitória seguem lutando pela permanência. Portanto, de 3 a 6 nordestinos em 2019…

Obs. A campanha em 2019, mesmo com a garantia de receita recorde, com pelo menos R$ 22 milhões em cotas, tende a ser dificílima. Ao CSA, vale curtir a Série A e trabalhar sem medidas desesperadas. A reestruturação continuará independentemente do resultado no campo.

CSA no Campeonato Brasileiro*
1959-2018 – 218 jogos; 60V, 59E e 99D (era unificada; 18 participações)
1971-2018 – 195 jogos; 52V, 55E e 88D (Série A; 12 participações)
* Melhor campanha: 13º lugar em 1966, 1967, 1981 e 1985

Os acessos do Nordeste à Série A*
1988 – Náutico (vice)
1990 – Sport (campeão)
1992 – Vitória (vice), Santa Cruz (4º), Fortaleza (7º) e Ceará (10º)
1996 – América-RN (vice)
1999 – Santa Cruz (vice)
2002 – Fortaleza (vice)
2004 – Fortaleza (vice)
2005 – Santa Cruz (vice)
2006 – Sport (vice), Náutico (3º) e América-RN (4º)
2007 – Vitória (4º)
2009 – Ceará (3º)
2010 – Bahia (3º)
2011 – Náutico (vice) e Sport (4º)
2012 – Vitória (4º)
2013 – Sport (3º)
2015 – Santa Cruz (vice) e Vitória (3º)
2016 – Bahia (4º)
2017 – Ceará (3º)
2018 – Fortaleza (campeão) e CSA (vice)

* De 1988 a 2005 subiram 2 times, menos em 92 (12 vagas) e 93 (sem acesso). Desde 2006, 4 vagas

Número de acessos à elite por clube (1988-2018)
4 – Sport, Santa Cruz, Vitória e Fortaleza
3 – Náutico e Ceará
2 – América-RN e Bahia
1 – CSA

Número de acessos à elite por estado (1988-2018)
11 – Pernambuco
7 – Ceará
6 – Bahia
2 – Rio Grande do Norte
1 – Alagoas

Torcida do CSA assistindo ao jogo num telão no campo do Mutange, em Maceió. Foto: CSA/twitter (@_CSAoficial)


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