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Florentín é o 3º técnico estrangeiro num time do Nordeste no Brasileirão de 2021.

Em 4 de maio o Fortaleza surpreendeu ao anunciar a contratação do técnico argentino Juan Pablo Vojvoda, de 46 anos e ex-Unión La Calera, do Chile. O efeito foi imediato e gigantesco, transformando o insosso time de Enderson Moreira numa equipe obediente taticamente e de muito potencial ofensivo, pisando no G4 durante todo o primeiro turno da Série A. O mercado desgastado no país, com a incessante ciranda de técnicos, acabou pressionando outras equipes da região a arriscar a mesma solução, a partir do “efeito” causado pelo técnico-sensação.

No caso de Vojvoda, o risco no clube cearense foi rapidamente dissipado. Agora, quase quatro meses depois, Bahia e Sport resolveram garimpar o mercado sul-americano e firmaram com técnicos estrangeiros depois de muito tempo. No lugar de Dado Cavalcanti, com apenas 1 ponto dos últimos 21 disputados, os baianos investiram no também argentino Diego Dabove, de 48 anos, cujo último trabalho no San Lorenzo não foi bom – valendo mais a sua experiência anterior, no Argentinos Juniors. Isso foi em 18 de agosto. Uma semana depois foi o Sport.

Após quase fechar com Hélio dos Anjos, que chegaria ao leão pela 4ª vez em 25 anos, sendo uma “solução caseira”, a direção, ainda em seus primeiros passos na gestão, mudou completamente a rota de negociação. Os nomes dos primeiros estrangeiros a circular foram o do uruguaio Pablo Repetto (ex-LDU) e o do argentino Gustavo Costas. Após dois dias buscando um nome para substituir Umberto Louzer, que saiu com o time na zona de rebaixamento, o rubro-negro surpreendeu além da conta ao fechar com o treinador paraguaio Gustavo Florentín, de 43 anos – a surpresa foi, no caso, pelo nome fora do radar.

Ex-jogador, Florentín iniciou a nova função em 2016, assumindo o Cerro Porteño do Paraguai. Desde então, teve vários trabalhos curtos. Inclusive, o Sport será o seu 4º time em 2021, após sair do Huachipato do Chile em 6 de janeiro, do Sol de America do Paraguai em 24 de março e do The Strongest da Bolívia em 20 de agosto – neste último, teve 10V e 6D em 16 jogos.

No Recife, ele chega a com a missão de encaixar o sistema ofensivo da equipe rubro-negra, com apenas 8 gols marcados em 17 jogos no BR. E precisa encontrar uma solução sem uma contrapartida amarga para o sistema defensivo, que vem funcionando – e evitando uma campanha ainda pior. Ainda não conheço o trabalho de Florentín, mas esse papel cabe de fato à direção do clube, cuja troca pode ser a última cartada visando a permanência. Não só pelo “Efeito Vojvoda”, mas pela convicção na capacidade de Florentín…

Florentín sobre o seu trabalho ao site “Ultima Hora”, do Paraguai, em 2017
“Nós estudamos o plantel, as suas características e a partir daí desenvolvemos uma ideia de jogo. (…) Nos adaptamos ao que temos, vemos se podemos trabalhar com uma linha de três ou quatro, para jogar com dois ou três volantes ou com dois ou três mais à frente”.

Torcedor, o que você achou do perfil do novo técnico do Sport?

Curiosidade
O Bahia não tinha um técnico estrangeiro desde 1979, quando foi dirigido pelo argentino Armando Renganeschi – ao todo, foram sete gringos no tricolor de Salvador. Já o Sport não tinha um comandante de fora há 32 anos. O último foi o uruguaio Pedro Rocha, com 11 jogos em 1989.

Obs. A informação sobre o novo treinador leonino foi apurada pelo jornalista Pedro Maranhão, do canal Eu Pratico Sport, e foi confirmada pela equipe do site NE45.


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