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A imagem do VAR no lance polêmico, com Rhaldney adiantado. Imagem: Premiere/reprodução.

Numa final com nove cartões amarelos, sendo seis para os rubro-negros e três para os alvirrubros, o empate em 1 x 1 na ida pode ser considerado “melhor” para o Sport, mesmo com o mando na Arena Pernambuco – numa mudança forçada por causa das chuvas na Ilha. Afinal, o Náutico atacou muito mais. Trabalhou a bola com mais qualidade e teve as melhores chances no domingo, com Mailson sendo o principal nome em campo. O goleiro leonino fez ótimas defesas nos dois tempos.

O domínio do time de Hélio dos Anjos veio desde o 1T. Porém, um erro na saída de bola, no último minuto antes do intervalo, custou caro, com o ataque do Sport tabelando rapidamente, de Neilton para Everaldo, e de Everaldo para o gol. Apesar do baque, o técnico do Náutico não mexeu na equipe. Voltou com a mesma formação e cobrando a mesma intensidade, enquanto o time, claro, tivesse gás. A resposta foi rápida, embora o gol tenha saído na bola parada, numa cobrança de escanteio. Kieza, bem isolado no jogo até então, desviou de casquinha e o zagueiro Wagner desviou na frente de Mailson. O gol atordoou os rubro-negros, com o Náutico, já encaixado neste PE, tendo mais a bola e, sobretudo, tendo mais tranquilidade – tanto que quase todos os cartões do Sport foram em faltas cometidas.

Apesar dos dois gols, o lance do dia acabou sendo um não gol. Aos 29, Rhaldney desviou uma bola área, mas o bandeira assinalou impedimento no gol. O lance acabou sendo revisado pelo VAR, em ação pela primeira vez na história do Clássico dos Clássicos. Num lance bem ajustado, a decisão de campo foi considera correta – a polêmica seguiu na partida, mas a imagem foi divulgada após o apito final, com as linhas traçadas pela tecnologia. Mesmo com o alívio ali, o Sport não se recompôs mentalmente, com a jogada seguinte quase resultando na virada, com Jean Carlos, livre, mandando pra fora. O time de Louzer, aliás, piorou com as substituições.

Somente depois disso o jogo esfriou, com marcação forte em cada jogada e um resultado ok para ambos os lados. Na prática, apesar das aspas iniciais neste texto, o empate foi melhor para o Náutico, mandante na volta da final do Pernambucano 2021, provavelmente nos Aflitos, ainda mais agora, com a disputa bem aberta. Portanto, a final equilibrada segue no placar. Em campo, um lado precisa melhorar no próximo domingo. E o outro precisa ser mais efetivo.

Escalação do Sport (melhores: Mailson e Sander; piores: Tréllez, Patric e Marquinhos)
Mailson; Patric, Maidana, Adryelson e Sander; Marcão, Júnior Tavares e Thiago Lopes (Thiago Neves, 12/2T); Everaldo (Thiago Neves, 22/2T), Tréllez (Maxwell, 35/2T) e Neilton (Toró, 35/2T). Técnico: Umberto Louzer

Escalação do Náutico (melhores: Jean Carlos, Bryan e Wagner; piores: Vinícius e Hereda)
Alex Alves; Hereda, Camutanga, Wagner Leonardo e Bryan; Rhaldney (Marciel, 36/2T), Djavan (Matheus Trindade, 44/2T)) e Jean Carlos; Erick (Matheus Carvalho, 44/2T), Kieza e Vinícius (Giovanny, 28/2T). Técnico: Hélio dos Anjos

Histórico geral de Sport x Náutico (todos os mandos)
556 jogos
213 vitórias rubro-negras (38,3%)
159 empates (28,5%)
183 vitórias alvirrubras (32,9%)
1 placar desconhecido (em 1931)

Sport como mandante na Arena Pernambuco
35 jogos
16 vitórias
15 empates
4 derrotas
60,0% de aproveitamento

Protesto contra a homofobia
Após os ataques homofóbicos de um conselheiro do Sport ao ex-BBB Gil do Vgor, que é torcedor do clube, o leão entrou em campo com o “sobrenome” Do Vigor na camisa de todos os jogadores, além da braçadeira de capitão com as cores do movimento LGBT. Pra completar, o gol de Everaldo foi comemorado coma dancinha de Gil, o “tchaki-tchaki”. Bola dentro!

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Fred Figueiroa, João de Andrade e João Pereira):


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