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O Arruda recebeu 16.106 torcedores, o maior público até aqui. Foto: Rafael Melo/Santa Cruz.

O empate sem gols entre Santa Cruz (grupo B) e Bahia (grupo A) foi mais interessante para o tricolor pernambucano, mesmo com o jogo realizado no Arruda – na minha visão. Nesta estreia na Copa do Nordeste, o clássico regional apontava uma grande diferença de investimento, com a folha do visitante sendo quase 8 vezes maior (R$ 450 mil x R$ 3,5 milhões).

O Bahia foi superior tecnicamente já no 1T – esperado. Com 56% de posse de bola, o visitante finalizou mais, 6 x 3. E aí não é apenas uma questão numérica, mas do perigo, de fato, levado ao adversário. Trocando passes, o Baêa chegou quatro vezes pela ponta direita, sendo três com João Pedro e uma com Élber. Foram três boas defesas do goleiro Maycon e um chute pra fora, rente à trave.

Quanto ao tricolor pernambucano, estreando Didira, muitas bolas levantadas, com Pipico bem marcado por uma zaga visivelmente mais alta. No 2T, o Santa voltou com Toty no lugar de Didira (cansado). O substituto errou bastante, mas o restante do time conseguiu equilibrar o jogo, com as chances claras diminuindo para a equipe de Roger. Ao Santa, então, restava encaixar um contragolpe – até porque os cruzamentos não surtiram efeito algum.

Quase conseguiu na reta final, mas o goleiro Douglas saiu da área e derrubou Mayco Félix, recebendo o vermelho direto – com a discussão sobre a intensidade da falta e se o goleiro tocou antes na bola. Àquela altura, o Bahia já havia feito as três trocas, obrigando Fernandão, que acabara de entrar, a virar goleiro. Começou já numa falta direta, com Paulinho batendo forte e o atacante/goleiro de 1,92m socando para a escanteio. A partir dali, o Bahia também não quis mais jogo, com o 0 x 0 sendo mais justo, mas com um lado comemorando mais.

Curiosidade – Esta foi a primeira transmissão de 2020 com sinal liberado no perfil oficial do torneio no Youtube. A audiência do streaming chegou a ter 59,8 mil pessoas simultâneas.

Escalação do Santa (melhores: 1 Maycon, 2 Paulinho; pior: Toty)
Maycon Cleiton; Júnior, William Alves, Danny Morais e Fabiano; Bileu (Ítalo Henrique, 37/2T), Paulinho, Jeremias (Patrick, 42/2T) e Didira (Toty, intervalo); Mayco Félix e Pipico. Técnico: Itamar Schulle

Escalação do Bahia (melhores: 1 João Pedro, 2 Fernandão; pior: Juninho Capixaba)
Douglas; João Pedro, Lucas Fonseca, Juninho e Juninho Capixaba; Gregore, Flávio e Daniel (Jadson, 30/2T); Élber, Gilberto (Fernandão, 33/2T) e Clayson (Rossi, 32/2T). Técnico: Roger Machado

Histórico geral de Santa x Bahia (todos os mandos)
78 jogos
23 vitórias pernambucanas (29,4%)
19 empates (24,3%)
36 triunfos baianos (46,1%)

A análise do Podcast 45 Minutos (Celso Ishigami, Fred Figueiroa e João de Andrade Neto):

Abaixo, assista aos melhores momentos da partida, num vídeo do perfil da Copa do Nordeste.


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