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Cena do sábado: um atleticano cercado por leoninos. Foto: Foto: Fernando Moreno/AGIF, via CBF.

O Sport somou um ponto importantíssimo no Mineirão. Sob diversos aspectos. O primeiro, obviamente, por brecar a série de derrotas. Foram quatro seguidas, desestabilizando a recuperação a partir do “Venturismo”. O segundo ponto parte da própria aspa, com a falta de pudor para jogar na defesa – e isso, considerando o elenco atual, é um elogio, frisando.

Após a tentativa de ajustes, até mesmo buscando uma postura mais ofensiva, Jair Ventur puxou o freio de mão e montou um time fechado contra o Atlético Mineiro. Foi o maior ferrolho armado pelo rubro-negro nesta edição do Brasileiro. Sem contar com Maidana, ele escalou um time com três zagueiros, acionando Chico e Thyere para a linha com Adryelson (um monstro na partida). Com o 3-5-2, colocou na esquerda o lateral-direito Prata, recuperado de uma cirurgia. Era preciso contornar a vulnerabilidade de semanas por ali, com Juba – mesmo improvisado, Prata fez um ótimo papel na marcação nos 63 minutos em que esteve em campo.

Mais à frente, dois volantes e Mugni, cujo potencial defensivo é melhor entre os “meias” do elenco. Assim, o Sport jogou atrás da linha bola a noite inteira. Foi pressionado? Bastante. O scout de finalizações apontou 26 x 3 para o Galo – com os três chutes do visitante, todos por cima da barra, saindo depois dos 37 minutos do segundo tempo. Entretanto, é preciso pontuar que as chances reais do time de Sampaoli foram escassas. À vera, cinco, com quatro ótimas defesas de Luan Polli e uma bola no travessão numa cabeçada de Sasha. Keno, um dos principais destaques do campeonato, teve a marcação dobrada o tempo todo – ainda assim conseguiu ser o jogador com mais finalizações do mandante, 7x (a maioria sem espaço).

Essa dobra na marcação, constante, só foi possível pela obediência tática no viés defensivo – o contragolpe de fato não existiu; talvez Marquinhos tenha demorado a entrar. Ao torcedor, amante do futebol, não parece o jogo mais bonito do mundo. E não é. Porém, especificamente numa partida de enorme disparidade técnica como esta pela 18ª rodada de 2020, era o que cabia ao Sport em BH. Cabia a excelência do “Venturismo” para voltar a pontuar na Série A. Moralmente, o empate em 0 x 0 (diante do melhor ataque do BR, com 31 gols) valeu até mais.

Sport em 18 rodadas na Série A de 2020
Mandante (8 jogos, 12 pts e 50.0%): 4V, 0E e 4D
Visitante (10 jogos, 9 pts e 30.0%): 2V, 3E e 5D

Escalação do Atlético-MG (piores: Guga e Savarino)
Everson; Guga, Réver, Júnior Alonso e Guilherme Arana; Jair, Franco (Zaracho) e Nathan; Savarino, Eduardo Sasha (Marrony, 21/2T) e Keno. Técnico: Jorge Sampoli

Escalação do Sport (melhores: 1 Polli, 2 Adryelson, 3 Mugni; pior: Thiago)
Luan Polli; Patric, Adryelson, Rafael Thyere, Chico e Raul Prata (Júnior Tavares, 19/2T); Ricardinho (Serrato, 49/2T), Márcio Araújo (Ronaldo, 19/2T) e Lucas Mugni; Leandro Barcia e Thiago Neves (Marquinhos, 29/2T). Técnico: Jair Ventura

Histórico geral de Atlético-MG x Sport (todos os mandos)
55 jogos
14 vitórias rubro-negras (25,4%)
20 empates (36,3%)
21 vitórias mineiras (38,1%)

Histórico de Atlético-MG x Sport pela Série A (todos os mandos)
40 jogos
9 vitórias rubro-negras (22,5%)
17 empates (42,5%)
14 vitórias mineiras (35,0%)

Curiosidade
Com o empate, o Sport completou 20 anos sem vencer o Atlético-MG fora de casa. O incômodo jejum em Belo Horizonte soma 15 jogos desde 2000, com 12 vitórias do galo e 3 empates. Porém, o último triunfo do leão foi histórico: 6 x 0 para o leão, com 5 gols do atacante Leonardo.

A análise do Podcast 45 Minutos (Cassio Zirpoli, Fred Figueiroa e João Pereira):


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