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A relação receita/despesa do pássaro preto nas últimas temporadas. Positiva nas três.

A alcunha de “Pior time do mundo”, que acompanha o Íbis há quase quatro décadas, vem do desempenho pífio somado à estrutura mambembe num meio profissional. Com algum esforço, já incorporando o apelido que o popularizou, o pássaro preto conseguiu se manter nesse tempo todo. Segue sem estádio, sem campo próprio pra treinar, sem ativos no elenco. Segue uma marca. E segue disputando a segunda divisão estadual para tentar retornar à elite pernambucana, onde esteve pela última vez em 2000. E mesmo neste contexto o clube consegue um feito raro no estado.

De forma recorrente, consegue terminar a temporada com saldo positivo na subtração entre receitas e despesas – não por acaso, o passivo não chega a R$ 8 mil, ínfimo para os padrões. Considerando os cinco balanços financeiros divulgados no site da FPF, nesta década, o rubro-negro suburbano teve superávit em todos anos – o outro rubro-negro local, o Sport, o clube de maior receita em PE, vem de sete anos seguidos com déficit (-96 milhões de reais acumulados). Em 2019, quando o Íbis acabou em 5º lugar na Série A2, com uma campanha fraca de 2V, 4E e 6D, o clube teve um saldo de R$ 754 – o patamar do saldo. Em tese, a exceção foi em 2016, uma vez que o demonstrativo contábil não se encontra no arquivo da FPF, impossibilitando a análise completa sobre o verdadeiro tamanho da sequência no “azul”.

Sobre os dados de 2019, a receita total foi de R$ 84,8 mil, com a maior parte (73%) vindo das mensalidades dos sócios: R$ 62.320. Ou seja, o clube teve um rendimento mensal de R$ 5.193 com associados e/ou colaboradores – em 2017 o clube criou um plano de sócio-torcedor por R$ 2 (!). O restante do faturamento foi apresentado como “outras receitas”, sem maiores detalhes – embora tenha três páginas, o documento é bem esvaziado. Em relação às despesas, o clube gastou R$ 15,4 mil só com a inscrição de atletas, o que correspondeu a 18,3% do total. Depois, o elenco custou R$ 52,4 mil, embora tenha feito apenas doze jogos oficiais…

Obs. O balanço foi divulgado em 29 de junho de 2020, na véspera do limite extra para a divulgação.

Receita total do Íbis
2014 – R$ 69.250
2015 – R$ 61.690
2016 – não divulgada
2017 – R$ 108.000
2018 – R$ 83.750
2019 – R$ 84.820

Despesa total do Íbis
2014 – R$ 68.355
2015 – R$ 60.878
2016 – não divulgada
2017 – R$ 107.074
2018 – R$ 82.294
2019 – R$ 84.065

Resultado do exercício
2014: +894
2015: +811
2016: não divulgado
2017: +926
2018: +1.456
2019: +754

Link para os balanços do Íbis: 2014, 2015, 2017, 2018 e 2019.


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